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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Chancelaria turca nega ter proposto aos EUA examinarem S-400 russos

O Ministério do Exterior da Turquia nega que Ancara tenha alegadamente proposto a Washington que os EUA examinassem os complexos russos S-400 e assegura que as informações secretas ligadas aos caças americanos F-35 não serão divulgadas.


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Previamente a agência Bloomberg, citando fontes próximas das negociações entre os EUA e a Turquia sobre a compra dos sistemas russos, relatou que Ancara alegadamente propôs aos especialistas técnicos dos EUA examinarem os sistemas S-400 depois de sua compra à Rússia.


Sistema de defesa antiaérea S-400
S-400 Triumph © Sputnik / Grigory Sysoev

"No decurso dos contatos bilaterais, a parte norte-americana foi informada de que os S-400 serão usados independentemente dos sistemas da OTAN e de maneira que não prejudicará os caças F-35 [estadunidenses] e que as informações vulneráveis sobre eles não serão reveladas", destacou uma fonte na Chancelaria turca, comentando uma alegada proposta feita a Washington.

"Para alcançar esse objetivo foram tomadas medidas adequadas, e nossos especialistas técnicos podem participar das negociações bilaterais", destacou

A Turquia é um parceiro importante dos EUA no âmbito do programa de produção de caças F-35, já que peças de reposição para esses aviões deveriam ser produzidas por dez companhias turcas, segundo previamente informou a Bloomberg. Porém, as autoridades norte-americanas recearam que se a Turquia tivesse caças F-35 e sistemas S-400, os computadores russos poderiam teoricamente transmitir à Rússia dados importantíssimos sobre o avião.

Agora os EUA deram um novo passo para obrigar a Turquia a rejeitar os sistemas S-400. Eles propuseram à parte turca os seus sistemas de mísseis Patriot com equipamentos no valor de 3,5 bilhões de dólares. Além disso, anteriormente a administração do presidente dos EUA convenceu os adversários da venda à Turquia dos sistemas norte-americanos no Congresso, declarando que, se a Turquia comprasse os S-400, seriam introduzidas sanções contra Ancara.

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