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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Chanceler russo: Poroshenko prepara provocação militar na fronteira com a Rússia

Pyotr Poroshenko está preparando uma provocação na fronteira com a Rússia, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, à rádio Komsomolskaya Pravda.


Sputnik

Conforme informações obtidas, Lavrov disse que tal provocação militar deverá ocorrer no final de dezembro.


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Tropas ucranianas © REUTERS / Aleksandr Klymenko

"Ele terá uma resposta e não será pequena, asseguro", disse o ministro, acrescentado que a Rússia não permitirá que o presidente ucraniano viole os direitos que os moradores da Crimeia defenderam em conformidade com a legislação internacional.

Além disso, Lavrov declarou que Kiev coordena esses passos com "os patrocinadores e curadores ocidentais".

Segundo as informações disponíveis, o chanceler russo observou que Poroshenko é aconselhado a apoiar operações militares de baixa intensidade para poder "gritar constantemente, no campo da propaganda, que os russos estão atacando a Ucrânia", mas também é aconselhado a não deixar que as operações militares atinjam uma fase que possa ser seguida por respostas em grande escala.

Provocação da Marinha da Ucrânia

Em 26 de novembro, após o incidente com navios ucranianos no estreito de Kerch, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) aprovou a imposição da lei marcial por um prazo de 30 dias, abrangendo diferentes partes do país, decisão que já havia sido tomada pelo presidente Pyotr Poroshenko.

Na véspera, em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana, Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu, violando os artigos 19 e 21 da Convenção da ONU sobre o Direito Marítimo, cruzaram a fronteira da Rússia. Os navios realizaram manobras perigosas durante várias horas sem reagir às exigências das embarcações russas que os acompanhavam.

Foi tomada a decisão de usar armas. Os navios ucranianos foram detidos. Durante o incidente, três militares ucranianos ficaram levemente feridos. Eles receberam assistência médica e não correm risco de vida. A Rússia abriu um processo criminal por violação da fronteira.

O presidente russo, Vladimir Putin, considerou esse incidente no estreito de Kerch como uma provocação planejada pelo presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko. Em particular, o líder russo indicou que tudo foi organizado a fim de introduzir a lei marcial na Ucrânia, e assim adiar as eleições presidenciais.

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