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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

China confirma investigação sobre canadenses por risco à segurança nacional

A China confirmou nesta quinta-feira que os cidadãos canadenses Michael Kovrig e Michael Spavor estão sendo investigados por seu suposto envolvimento em "atividades que põem em perigo" a segurança nacional do país asiático.


EFE

Pequim - "Essas duas pessoas são suspeitas de realizar atividades que prejudicam a segurança nacional da China", disse hoje o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, em entrevista coletiva, na qual acrescentou que as autoridades tomaram "medidas pertinentes" segundo as leis e regulações chinesas.


Foto que mostra o canadense Michael Spavor, investigado pelo governo chinês por seu suposto envolvimento em "atividades que põem em perigo" a segurança nacional. EFE/ Kcna
Foto que mostra o canadense Michael Spavor, investigado pelo governo chinês por seu suposto envolvimento em "atividades que põem em perigo" a segurança nacional. EFE/ Kcna

Segundo o porta-voz, Kovrig está sendo investigado desde o dia 10 de dezembro pelo Departamento de Segurança Nacional de Pequim, enquanto Spavor está nas mãos do Departamento de Segurança Nacional da cidade de Dandong, na província de Liaoning, no nordeste do país, também desde o dia 10.

"Os dois casos ainda estão sendo investigados", disse Lu, que acrescentou que os dois departamentos mencionados notificaram a embaixada canadense sobre a situação dessas duas pessoas, cujos "legítimos direitos e interesses estão sendo garantidos".

O porta-voz não quis oferecer mais detalhes sobre o paradeiro dos dois canadenses e se limitou a comentar que não pode dar mais informações "em virtude do acordo consular assinado entre os dois países".

O governo do Canadá já tinha manifestado sua preocupação com o destino de Spavor, que desapareceu após ser interrogado pelas autoridades do país asiático.

Spavor, de 43 anos e oriundo de Calgary, é um dos poucos ocidentais que conheceu e conversou amplamente com o líder norte-coreano Kim Jong-un.

Formado em Relações Internacionais, Spavor acabou fundando a Paektu Cultural Exchange, uma empresa com sedes em Londres, Pyongyang, Pequim e na cidade chinesa de Yanji, que organiza viagens turísticas à Coreia do Norte e eventos de intercâmbio com forte ênfase na diplomacia esportiva, entre outras coisas.

A confirmação de sua detenção acontece depois que Lu Kang confirmou ontem a detenção de Michael Kovrig, um ex-diplomata que trabalhou em Pequim e na ONU, e que se encarregou de organizar a visita do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, à China em dezembro de 2017, segundo a imprensa canadense.

Lu Kang afirmou em entrevista coletiva que a organização para a qual trabalhava Kovrig, o laboratório de ideias International Crisis Group, não estava registrada na China "conforme a lei", mas não deu mais detalhes, nem esclareceu quais eram as acusações contra ele.

As detenções de Kovrig e Spavor acontecem depois que as autoridades chinesas ameaçaram o Canadá no fim de semana de "graves consequências" se a diretora-executiva da Huawei, Meng Wanzhou, não fosse libertada de forma imediata após ser detida no país norte-americano a pedido dos Estados Unidos em 1º de dezembro.

Meng, acusada de fraude por violar as sanções impostas por Washington contra o Irã, conseguiu na terça-feira que um juiz canadense lhe concedesse a liberdade mediante pagamento de fiança apesar dos temores da promotoria de que ela fuja do país.

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