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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Cópia de antigo míssil soviético? Testes do 'inovador' Neptun ucraniano causam polêmica

As autoridades ucranianas informaram sobre testes bem-sucedidos do novo míssil Neptun. Entretanto, alguns analistas descobriram que o "novo" míssil se parece muito com um antigo míssil soviético.


Sputnik

O teste do míssil antinavio foi realizado em 5 de dezembro. Durante o exercício, os mísseis destruíram oito alvos convencionais a uma distância de cerca de 300 quilômetros, informou Kiev.


As autoridades ucranianas afirmam que Netuno atingiu o alvo, mas isso não deve ser retirado do vídeo.
Foto: KB Luch / Youtube

O chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Aleksandr Turchinov, indicou que o objetivo das manobras era verificar o alcance e a precisão da arma.

O analista militar ucraniano Mikhail Zhirokhov afirmou que Kiev precisa de uma arma capaz de "neutralizar a agressão híbrida russa" nos mares Negro e de Azov. Ao mesmo tempo, Zhirokhov indicou que atualmente o Neptun está em fase de testes e pode entrar em serviço não antes de meados do ano de 2019.

A fabricação do míssil pode ter levado mais tempo devido à necessidade de elaborar um sistema de guiamento. De fato, atualmente poucos países produzem mísseis autoguiados.

O especialista militar Aleksei Leonkov explicou ao portal russo Vzglyad que a ausência do sistema de guiamento não é problema se for conhecida a localização exata do alvo. No entanto, o analista duvida que o recente teste tenha sido tão bem-sucedido como foi descrito por Kiev.

"Lançar um míssil e afirmar que atingiu o alvo não é um assunto complicado. Mas onde, por exemplo, estão as gravações ou os dados de telemetria? Além disso, os militares geralmente emitem avisos antes de testar mísseis na zona onde navegam navios civis", explicou o especialista.

Outra questão polêmica é saber se o Neptun é realmente uma arma nova. Vários especialistas observam que o míssil ucraniano parece ser uma cópia quase exata do míssil soviético Kh-35.

O analista militar e editor-chefe adjunto da revista russa Arsenal Otechestva, Dmitry Drozdenko, revelou que a única coisa que diferencia o novo míssil, além de sua cor, é a presença de uma etapa adicional.

Ao mesmo tempo, o cientista político russo e professor da Universidade de Economia Plekhanov, Andrei Koshki, ficou impressionado com a nova modificação do míssil.

"Estão trabalhando no Neptun há muito tempo, eles sofreram tantos fracassos e agora mostram um resultado tão bom. Não acredito que eles tenham conseguido isso sem ajuda externa", disse ele.

A esse respeito, Koshkin não descartou a possível participação dos EUA no seu desenvolvimento.

O analista também admitiu que é difícil avaliar a precisão do novo míssil, já que as informações sobre oito lançamentos bem-sucedidos foram emitidas pelas próprias autoridades ucranianas e não têm qualquer prova documental.

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