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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Daesh não está completamente derrotado na Síria, garante ministra alemã

A ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, refutou nesta quarta-feira as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a vitória sobre o Daesh na Síria.


Sputnik

No início de dezembro, Trump declarou que os Estados Unidos haviam derrotado o grupo terrorista na Síria, acrescentando que os jihadistas eram a única razão pela qual as tropas dos EUA estavam lutando no país do Oriente Médio durante sua presidência.


A ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, conversa com militares alemães durante uma visita à base aérea de Incirlik, onde tropas alemãs estavam instaladas, em 21 de janeiro de 2016
Ursula von der Leyen © REUTERS / Tobias Schwarz

"Entre os aliados há um ponto de vista comum que infelizmente o Daesh ainda não foi completamente derrotado", afirmou von der Leyen ao jornal alemão Rheinishe Post.

A ministra alemã destacou que Washington ainda não revelou seus planos para a retirada de suas tropas da Síria.

"Também apoiamos muitas nações europeias e Estados muçulmanos que querem impedir completamente o renascimento do terrorismo do Daesh", observou von der Leyen.

A coalizão liderada pelos EUA lançou sua campanha na Síria em setembro de 2014, alegando que o objetivo é derrotar o Daesh. As atividades da coalizão não são autorizadas nem pelo governo sírio, nem pelo Conselho de Segurança da ONU.

Em defesa da sua decisão, Trump afirmou que caberá à Turquia continuar o combate. Um assessor do presidente dos EUA complementou, dizendo que a Rússia prosseguirá combatendo o grupo terrorista.

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