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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Daesh não está completamente derrotado na Síria, garante ministra alemã

A ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, refutou nesta quarta-feira as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a vitória sobre o Daesh na Síria.


Sputnik

No início de dezembro, Trump declarou que os Estados Unidos haviam derrotado o grupo terrorista na Síria, acrescentando que os jihadistas eram a única razão pela qual as tropas dos EUA estavam lutando no país do Oriente Médio durante sua presidência.


A ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, conversa com militares alemães durante uma visita à base aérea de Incirlik, onde tropas alemãs estavam instaladas, em 21 de janeiro de 2016
Ursula von der Leyen © REUTERS / Tobias Schwarz

"Entre os aliados há um ponto de vista comum que infelizmente o Daesh ainda não foi completamente derrotado", afirmou von der Leyen ao jornal alemão Rheinishe Post.

A ministra alemã destacou que Washington ainda não revelou seus planos para a retirada de suas tropas da Síria.

"Também apoiamos muitas nações europeias e Estados muçulmanos que querem impedir completamente o renascimento do terrorismo do Daesh", observou von der Leyen.

A coalizão liderada pelos EUA lançou sua campanha na Síria em setembro de 2014, alegando que o objetivo é derrotar o Daesh. As atividades da coalizão não são autorizadas nem pelo governo sírio, nem pelo Conselho de Segurança da ONU.

Em defesa da sua decisão, Trump afirmou que caberá à Turquia continuar o combate. Um assessor do presidente dos EUA complementou, dizendo que a Rússia prosseguirá combatendo o grupo terrorista.

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