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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Delegação turca viaja a Moscou para dialogar sobre a Síria após saída dos EUA

Uma delegação turca liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu, viajará no sábado a Moscou para definir com o governo da Rússia como atuarão os exércitos de ambos os países na Síria com a saída das tropas dos Estados Unidos, informou nesta quinta-feira o jornal turco "Aksam".


EFE

Istambul - "Esta delegação irá no sábado, é o que há combinado com a Rússia", disse à imprensa Ömer Çelik, porta-voz do partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), que governa a Turquia desde 2002.


O ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu, em foto de 18 de dezembro. EFE/ Salvatore Di Nolfi
O ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu, em foto de 18 de dezembro. EFE/ Salvatore Di Nolfi

Çelik detalhou que junto a Çavusoglu viajarão o ministro da Defesa, Hulusi Akar, o chefe dos serviços secretos turcos (MIT), Hakan Fidan, e o porta-voz da Presidência, Ibrahim Kalin.

"Eles terão conversas. Depois dessas conversas, poderá haver uma conversa telefônica (supostamente entre o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o governante russo, Vladimir Putin). Será planejado um programa para uma reunião entre o nosso presidente e Putin", disse Çelik, sem dar mais detalhes sobre os temas que a delegação turca deve abordar em Moscou.

As reuniões fazem parte da na nova situação criada pela saída das tropas americanas da Síria, anunciada na semana passada pelo governo dos EUA, lembrou o porta-voz.

Çelik acrescentou que a Turquia continuará com seus esforços diplomáticos no que diz respeito à Síria, tanto nas negociações de Astana com Rússia e Irã, como em Genebra.

Embora a Rússia apoie o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, e a Turquia trabalhe em estreita aliança com as milícias que o combatem, os dois países coordenam há meses a presença de suas tropas na Síria para evitar confrontos.

"Compartilhamos com nossos aliados a perspectiva de luta contra o terrorismo que faremos durante e depois da retirada (dos EUA)", disse o porta-voz.

Além de prometer continuar a luta contra o Estado Islâmico na Síria, a Turquia também ressaltou que tem como objetivo expulsar da região as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG), até então aliadas dos EUA contra o grupo jihadista.

A Turquia considera as YPG terroristas pelos vínculos com o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda em atividade na Turquia.

Çelik anunciou também que o assessor de Segurança do governo americano, John Bolton, viajará para a Turquia em visita oficial "depois de Ano Novo", sem especificar a data.

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