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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Delegação turca viaja a Moscou para dialogar sobre a Síria após saída dos EUA

Uma delegação turca liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu, viajará no sábado a Moscou para definir com o governo da Rússia como atuarão os exércitos de ambos os países na Síria com a saída das tropas dos Estados Unidos, informou nesta quinta-feira o jornal turco "Aksam".


EFE

Istambul - "Esta delegação irá no sábado, é o que há combinado com a Rússia", disse à imprensa Ömer Çelik, porta-voz do partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), que governa a Turquia desde 2002.


O ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu, em foto de 18 de dezembro. EFE/ Salvatore Di Nolfi
O ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu, em foto de 18 de dezembro. EFE/ Salvatore Di Nolfi

Çelik detalhou que junto a Çavusoglu viajarão o ministro da Defesa, Hulusi Akar, o chefe dos serviços secretos turcos (MIT), Hakan Fidan, e o porta-voz da Presidência, Ibrahim Kalin.

"Eles terão conversas. Depois dessas conversas, poderá haver uma conversa telefônica (supostamente entre o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o governante russo, Vladimir Putin). Será planejado um programa para uma reunião entre o nosso presidente e Putin", disse Çelik, sem dar mais detalhes sobre os temas que a delegação turca deve abordar em Moscou.

As reuniões fazem parte da na nova situação criada pela saída das tropas americanas da Síria, anunciada na semana passada pelo governo dos EUA, lembrou o porta-voz.

Çelik acrescentou que a Turquia continuará com seus esforços diplomáticos no que diz respeito à Síria, tanto nas negociações de Astana com Rússia e Irã, como em Genebra.

Embora a Rússia apoie o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, e a Turquia trabalhe em estreita aliança com as milícias que o combatem, os dois países coordenam há meses a presença de suas tropas na Síria para evitar confrontos.

"Compartilhamos com nossos aliados a perspectiva de luta contra o terrorismo que faremos durante e depois da retirada (dos EUA)", disse o porta-voz.

Além de prometer continuar a luta contra o Estado Islâmico na Síria, a Turquia também ressaltou que tem como objetivo expulsar da região as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG), até então aliadas dos EUA contra o grupo jihadista.

A Turquia considera as YPG terroristas pelos vínculos com o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda em atividade na Turquia.

Çelik anunciou também que o assessor de Segurança do governo americano, John Bolton, viajará para a Turquia em visita oficial "depois de Ano Novo", sem especificar a data.

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