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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Embraer e Boeing acertam termos de parceria

Acordo prevê criação de uma nova empresa de aviação comercial, com 80% de participação da gigante americana. Boeing vai pagar 4,2 bilhões de dólares aos brasileiros. Transação precisa ser aprovada pelo governo federal.


Deutsch Welle

A Embraer e a gigante americana Boeing anunciaram nesta segunda-feira (17/12) a aprovação dos termos de uma parceria para criar uma nova empresa de aviação comercial. A execução do acerto ainda precisa do aval do governo brasileiro.


Avião militar KC-390 da Embraer taxeando num aeroporto na Inglaterra
Segunda parceria envolve desenvolver novos mercados para o avião militar multimissão KC-390 da Embraer

De acordo com a proposta, a Boeing deterá 80% de participação na joint venture pelo valor de 4,2 bilhões de dólares, enquanto a fabricante brasileira ficará com os 20% restantes.

"A expectativa é de que a parceria não terá impacto no lucro por ação da Boeing em 2020, passando a ter impacto positivo nos anos seguintes", diz um comunicado conjunto da Embraer e da Boeing divulgado para investidores.

As duas empresas informaram que a joint venture criada para a fabricação de aviões comerciais, que deve absorver toda a operação atual da Embraer voltada para esse segmento, deve gerar uma sinergia anual de custos de cerca de 150 milhões de dólares – sem considerar os impostos – até o terceiro ano de operação.

Segundo o comunicado da Embraer, a parceria está sujeita à aprovação do governo brasileiro. Só então as duas empresas assinarão o acordo. Em seguida será submetida à aprovação dos acionistas e das autoridades regulatórias e a outras condições relacionadas a esse tipo de negócio.

"Depois de concluída a transação, a joint venture da aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa", acrescentaram as companhias. A Embraer terá poder de decisão para alguns temas estratégicos, como a transferência das operações do Brasil.

"A Boeing e a Embraer possuem um relacionamento estreito graças a mais de duas décadas de colaboração. O respeito e o valor que enxergamos nesta parceria só aumentou desde que iniciamos discussões conjuntas no começo deste ano", disse o presidente da Boeing, Dennis Muilenburg.

As empresas também chegaram a um acordo sobre os termos de uma segunda joint venture para promover o desenvolvimento de novos mercados para o avião militar multimissão KC-390. De acordo com a parceria proposta, a Embraer terá 51% da participação, e a Boeing ficará com os restantes 49%.

"Estamos confiantes de que esta parceria será de grande valor para o Brasil e para a indústria aeroespacial brasileira como um todo. Esta aliança fortalecerá ambas as empresas no mercado global e está alinhada à nossa estratégia de crescimento sustentável de longo prazo", afirmou Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente da Embraer.

O acordo foi divulgado uma semana depois de o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) ter revogado uma decisão provisória que impedia a negociação.

A Embraer foi privatizada em 1994, mas o governo brasileiro detém uma ação especial chamada golden share que permite vetar quaisquer negócios firmados pela empresa.

O presidente eleito Jair Bolsonaro se manifestou publicamente a favor do acordo que vem sendo discutido há meses pelas duas empresas.

A expectativa da Embraer e da Boeing é de que a negociação desses acordos, caso seja seguido o cronograma previsto, deve ser concluída até o final de 2019.

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