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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

'Espero que este seja o último ano da guerra no Iêmen', diz enviado da ONU

Martin Griffiths avalia 2018 como um período “terrível” que progressivamente foi marcado por “esperança”; Conselho de Segurança deve analisar detalhes sobre ação de observadores no cessar-fogo acordado para Hodeida


ONU

O enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Iêmen, Martin Griffiths, declarou esta quinta-feira que sua expectativa é que 2018 “seja o último ano da guerra” no país.


Enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Iêmen, Martin Griffiths | Governo da Suécia/Ninni Andersson

Em entrevista à ONU News, de Genebra, o representante disse que por um lado 2018 foi “um ano terrível” com as previsões de fome e os confrontos que se alastraram até várias localidades do país.

Solução Política

Mas o enviado também afirmou que no decorrer do ano, foi-se observando que a opinião internacional estava claramente virada para a necessidade de uma solução política para o conflito iemenita, uma situação que “levou a um ano de esperança”.

Na semana passada, a consulta política entre delegações do governo iemenita e dos rebeldes huthis resultou no cessar-fogo para a cidade portuária de Hodeida após uma semana de reuniões em Estocolmo.

Outro avanço alcançado na cidade sueca foi o acordo sobre a troca de prisioneiros, que deve envolver 4 mil detidos. Metade deles será libertada por cada lado do conflito.

Fim do Conflito

O enviado considerou que o cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida está no caminho certo. Neste momento, aguarda-se a chegada do pessoal da ONU que vai monitorar a trégua depois de uma semana do acordo. Esse processo será coordenado pelo coronel Patrick Cammaert com observadores não armados.

Os detalhes da atuação dos especialistas serão dados nos próximos dias em relatório do secretário-geral ao Conselho de Segurança. Espera-se que logo de seguida seja aprovada uma resolução do órgão sobre os observadores.

O representante disse estar esperançado pelos resultados desse trabalho e que tudo depende da vontade das partes para garantir avanços no processo. Ele destacou ainda que a expectativa é que 2019 possa ser um ano do fim de conflito.

O enviado descreveu a participação do Grupo Consultivo de Mulheres nas sessões de diálogo em Estocolmo. Griffiths disse que, atuando de uma forma informal, as participantes trouxeram calma ao diálogo e foram um grande recurso que “espera que só melhore e tenha participação mais ampla com o tempo.”

Desde a escalada do conflito entre grupos armados e a aliança pró-governo liderada pela Arábia Saudita em 2015, o conflito deixou 20 milhões de pessoas carentes de ajuda. Metade delas não sabe como obter sua próxima refeição.

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