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Como governo Trump esvaziou resolução da ONU contra estupro em guerras

A oposição do presidente americano, Donald Trump, à legalização do aborto levou ao esvaziamento de uma resolução das Nações Unidas contra o uso de violência sexual como arma de guerra.
BBC News Brasil

Os Estados Unidos retiraram todas as referências a "saúde sexual e reprodutiva" do texto, o que, na prática, reduz o peso da resolução. O documento havia sido submetido pela Alemanha ao Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos, China e Rússia ameaçaram vetá-lo, se fosse mantida a redação original.

O governo Trump se opôs às menções à "saúde sexual e reprodutiva" das mulheres, com o argumento de que esse termo indica apoio ao aborto. Uma versão da resolução que exclui essa frase foi aprovada por 13 votos a 0, com abstenções de Rússia e China.

O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, criticou a exclusão do trecho, dizendo que a decisão afeta a dignidade das mulheres.

"É intolerável e incompreensível que o Conselho de Segurança da ONU seja incapaz…

EUA recorrerão ao uso de força se Irã bloquear estreito de Ormuz, afirma ex-agente da CIA

O ex-agente em contraterrorismo Philip Giraldi, oficial de inteligência militar da CIA, disse à Sputnik Internacional que entre os EUA e o Irã pode ocorrer um conflito se Teerã cumprir a ameaça de fechar o estreito de Ormuz. Giraldi prevê um aumento de tensões para maio de 2019.


Sputnik

Ao comentar o envio porta-aviões USS John C. Stennis para a região do Oriente Médio, o ex-oficial completou afirmando que "os porta-aviões sempre são deslocados para onde houver qualquer possibilidade de conflito".


USS John C. Stennis (CVN-74), um super-porta-aviões de propulsão nuclear norte-americano da classe Nimitz
Porta-aviões norte-americano USS John C. Stennis CVN-74 © flickr.com/ U.S. Pacific Fleet

"Isso é uma demonstração de força para antecipar qualquer ação agressiva do Irã, particularmente se eles tentarem interferir no tráfego no estreito de Ormuz, como ameaçaram", disse Giraldi.

Em 2 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou que o Irã havia testado um míssil de médio alcance que é "capaz de carregar múltiplas ogivas". Como resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Bahram Qasemi, rejeitou as alegações, dizendo que o programa de mísseis do Irã é "defensivo por natureza" e não viola nenhuma das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Devido às sanções americanas, Teerã ameaçou várias vezes bloquear o estreito de Ormuz.

Em maio, Washington se retirou do acordo nuclear iraniano, ou Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA), e aplicou sanções contra a República Islâmica.

No início de dezembro, a agência Tasnim News informou que o destroier iraniano Sahand, munido com mísseis, havia se juntado à Marinha iraniana no golfo Pérsico. No dia 4 do mesmo mês, o presidente iraniano Hassan Rouhani sinalizou novamente a prontidão de bloquear o estreito de Ormuz (faixa marítima mais movimentada do mundo para embarques de petróleo), se Trump interromper o comércio de petróleo da República Islâmica.

"Se o Irã tentar interferir no tráfego ou até mesmo bloquear o estreito, haverá uma resposta dos EUA e seus aliados árabes no Golfo […] Se a situação piorar, acredito que irão atingir um alvo militar da Guarda Revolucionária [do Irã]. A situação poderia facilmente escalar a partir daí", enfatizou Giraldi.

"Acredito que quando as isenções [de sanções petrolíferas contra o Irã] expirarem em maio de 2019, o conflito aumentará", prevê o veterano da CIA, adicionando que "a maioria dos compradores de petróleo iraniano seguirão as exigências dos EUA", enquanto que outros não concordarão com isso, como a Turquia e a China (possivelmente também a Índia). Segundo Giraldi, os "Estados Unidos serão tentados a atacar militarmente o Irã para avisar aqueles que estão hesitando".

Anteriormente, Washington havia aplicado mais uma rodada de sanções contra Teerã, atingindo particularmente o setor petrolífero do país. Porém, para evitar o aumento dos preços do petróleo, a Casa Branca concedeu isenções a oito países.

Além disso, as alegações e notícias levantadas pelos EUA sobre o programa de mísseis iraniano podem prejudicar os membros da União Europeia, que demonstram compromisso com o JCPOA.

"O programa de mísseis balísticos é uma espécie de pista falsa, já que o Irã não possui ogivas para os mísseis que podem causar danos reais […] Todo mundo entende isso, mas os EUA e Israel estão explorando o programa para elevar o nível de ameaça", enfatizou o ex-agente.

Para o ex-oficial da inteligência, "Pompeo se concentra nos mísseis porque sabe que, caso contrário, o Irã está em total conformidade com o JCPOA e todos os outros acordos internacionais".

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