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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

'EUA simplesmente subornaram Ucrânia': político comenta financiamento da Marinha ucraniana

O senador russo Frants Klintsevich opina que os EUA "simplesmente subornaram" a Ucrânia, pagando 10 milhões de dólares (R$ 39 milhões) em ajuda adicional à Marinha ucraniana depois do incidente no estreito de Kerch, onde no fim de novembro navios ucranianos foram detidos por violar ilegalmente a fronteira russa.


Sputnik

Anteriormente, o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Palladino, comunicou que os Estados Unidos concederiam 10 milhões de dólares em ajuda adicional à Marinha da Ucrânia após o incidente de Kerch.

USS Donald Cook, à esquerda, e o navio-almirante da Marinha ucraniana, a fragata Hetman Sahaydachniy, atracados no porto do Mar Negro de Odessa, Ucrânia, terça-feira, 1 de setembro de 2015
USS Donald Cook e a fragata ucraniana Helman Sahaydachniy no porto de Odessa, no Mar Negro © AP Photo / Sergei Polyakov

"Parece que os EUA simplesmente subornaram a Ucrânia. Isso é, possivelmente, tudo o que Kiev pode esperar deles em relação com o incidente de Kerch. Eles não têm intenção de entrar em uma confrontação direta com a Rússia usando seus próprios meios e forças. Ao mesmo tempo, os estímulos à Ucrânia para ela fazer diversos tipos de provocações continuarão, sem dúvida", escreveu Klintsevich no Facebook.

Para ele, a ideia de conceder ajuda militar à Ucrânia tem "um colorido claramente antirrusso". O senador afirmou que do negócio também participou o Reino Unido, que "na esfera da russofobia está em primeiro lugar".

Quanto à participação nisso da Lituânia, ela lembra um personagem do filme russo que deu uma soma mínima apenas para se tornar participante do negócio, disse Klintsevich, acrescentando que nenhuma ajuda será útil para o potencial da Marinha ucraniana.

Em 25 de novembro, a fronteira russa foi violada por três navios da Marinha ucraniana, que foram detidos, juntamente com seus 24 tripulantes, por não respeitarem as exigências legítimas das autoridades russas. Após esse incidente, as autoridades ucranianas impuseram a lei marcial em 10 províncias do país por 30 dias.

O incidente no estreito de Kerch foi classificado como provocação pelo presidente russo, Vladimir Putin, pois entre os membros da tripulação dos navios ucranianos havia dois agentes dos serviços secretos da Ucrânia. Segundo o líder russo, a ação hostil ucraniana no mar Negro está associada a uma baixa popularidade do presidente da Ucrânia nas vésperas das eleições.


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