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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Forças Armadas alemãs querem recrutar europeus

Permissão de ingresso de cidadãos de outros países da UE na Bundeswehr parece mais perto de se concretizar. Recrutamento de profissionais altamente qualificados é analisado para suprir falta de mão de obra na tropa.


Deutsch Welle

O governo alemão está concretizando seu plano de permitir o ingresso de cidadãos de outros Estados-membros da União Europeia às Forças Armadas do país (Bundeswehr), para contornar a falta de pessoal.


Soldados alemães, enfileirados e com roupa azul escura, seguram fuzis
A Bundeswehr planeja saltar dos atuais cerca de 180 mil soldados para mais de 200 mil em 2025

O recrutamento de pessoal estrangeiro de áreas específicas, como médicos e especialistas em informática, é uma opção que está sendo estudada, segundo o inspetor-geral das Forças Armadas alemãs, Ebehard Zorn, em entrevista publicada nesta quinta-feira (27/12) pelos jornais da empresa alemã Funke Mediengruppe.

"A Bundeswehr precisa de pessoal”, ressaltou Zorn. "Temos que procurar em todas as direções numa época de falta de mão de obra qualificada", afirmou o oficial.

De acordo com as publicações da Funke Mediengruppe, o governo alemão já teria consultado parceiros da UE sobre tais planos. A maioria dos países, entretanto, teria recebido a ideia com reserva, especialmente no Leste Europeu. Bulgária, Romênia, Eslovênia e Grécia teriam expressado temor da evasão de potenciais soldados, atraídos por um melhor pagamento.

Na Alemanha vivem, segundo a reportagem, cerca 530 mil cidadãos da UE de idades entre 18 e 30 anos, que representariam um potencial adicional para recrutamento pela Bundeswehr.

A ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, afirmou em entrevista ao jornal Rheinischen Postque o número de soldados das Forças Armadas alemãs cresceu cerca de 3,6% nos últimos dois anos. "Atingiremos no fim deste ano a marca dos 182 mil soldados", frisou. "Isso é 2.500 a mais do que há um ano e um aumento de 6.500 em comparação ao ponto mais baixo, que foi 2016."

Desde a sua criação, em 1955, a Bundeswehr só permite a entrada de cidadãos alemães. Mas após o fim do serviço militar obrigatório em 2011, a Bundeswehr passou a enfrentar dificuldades em recrutar novos membros para suas fileiras.

Von der Leyen lembrou que o tamanho que as Forças Armadas devem atingir depende da situação de segurança e das tarefas da tropa. Segundo ela, o atual planejamento a médio prazo prevê que até 2025 deve ser alcançada a marca de 203 mil soldados, incluindo muitos novos recrutamentos para as áreas de segurança cibernética e para projetos no âmbito da União Europeia.

A possibilidade de permitir o ingresso de cidadãos de outros países da UE está sendo estudada desde 2011, mas nos últimos dois anos vem ganhando força no governo. Em 2016, a hipótese foi pela primeira vez incluída no chamado Livro Branco da política de segurança da Bundeswehr, que estabelece diretrizes estratégicas para o futuro das Forças Armadas.

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