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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Houthis e governo do Iêmen acusam um ao outro de terem violado cessar-fogo em Hodeida

Rede de televisão flagrou conflito em cidade iemenita mesmo após cessar-fogo começar a valer. As duas partes se acusam de ter começado o confronto.


Por G1

As duas forças em guerra no Iêmen acusaram uma a outra, nesta terça-feira (18), de terem quebrado o acordo de cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida. A trégua, assinada neste mês em reuniões na Suécia, começou a valer nesta semana.

Representante da delegação houthi, Mohammed Abdul-Salam (à direita), e ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Khaled al-Yaman (E), se cumprimentam próximo ao secretário-geral da ONU António Guterres — Foto: TT News Agency/Pontus Lundahl via Reuters
Representante da delegação houthi, Mohammed Abdul-Salam (à direita), e ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Khaled al-Yaman (E), se cumprimentam próximo ao secretário-geral da ONU António Guterres — Foto: TT News Agency/Pontus Lundahl via Reuters

Imagens da rede de televisão Arab 24 mostraram explosões e combatentes fortemente armados em Hodeida nesta terça-feira. Até o momento, não há dados sobre mortos neste conflito.

O Centro de Informação das Brigadas Al Maliqa – uma unidade do exército do Iêmen – afirmou em seu site que "as milícias houthis estão lançando bombas contra casas de civis em Beit Magari", cidade situada no sudeste da província de Hodeida.

Os rebeldes xiitas também acusaram as forças do governo de terem violado o cessar-fogo em Hodeida. A cidade é controlada pelos houthis desde 2014.

Em comunicado, o Centro de Informação do movimento Ansar Allah – como se denominam os houthis – chamou as forças governamentais de "hipócritas". Segundo os rebeldes, o governo do Iêmen lançou um míssil e projéteis de artilharia em Hodeida.

Paz difícil

As duas partes no conflito celebraram o acordo firmado em um palacete próximo a Estocolmo, durante negociações medias pela Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, especialistas estão céticos com o sucesso do acordo.

"Embora houvesse esperança e otimismo ao fim da última sessão, os dois lados declararam vitória na volta para casa. E houve relatos de violação aos termos do acordo", ponderou o pesquisador Asher Orkaby, da Universidade de Harvard, em entrevista ao G1.

A ONU, portanto, prometeu fiscalizar de perto o fim das hostilidades em Hodeida. O enviado especial das Nações Unidas ao Iêmen, Martin Griffths, disse que vai mandar forças de segurança à região para garantir o abastecimento do porto de Hodeida.

"Estar logo presente no local é uma parte essencial da confiança que precisa acompanhar a implementação deste acordo", afirmou Griffths a representantes do Conselho de Segurança da ONU.

A Guerra do Iêmen se arrasta desde 2015. O número de mortos varia de acordo com as fontes – ONGs falam em 80 mil, muitos deles atingidos pela fome.


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