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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

'Incidente de Kerch' pode se repetir no Ártico, adverte mídia alemã

As ações dos EUA "destinadas a garantir a liberdade" da navegação marítima, que provavelmente serão realizadas em áreas reclamadas pela Rússia, podem levar a uma repetição do "incidente de Kerch", escreve a revista alemã Telepolis.


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Moscou reforça o controle sobre suas águas costeiras por razões econômicas e militares, ressalta a publicação. Assim, desde 2013, está decorrendo um aumento da presença militar russa no Ártico — lá surgem bases navais e aéreas. Além disso, o país está construindo novos quebra-gelos, observa o autor.


Quebra-gelos Lenin no Ártico, foto de arquivo
Quebra-gelo russo Lênin, no Ártico © Sputnik / M. Kurnosov

Nessa conexão, o autor lembra as palavras do secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, que anteriormente afirmou que a Aliança responderá à presença militar russa no Ártico aumentando sua própria presença na região. Ao mesmo tempo, o vice-almirante Andrew Lewis, comandante da reconstituída Segunda Frota da Marinha dos Estados Unidos, também disse que os Estados Unidos poderiam atuar nos territórios disputados, indica a revista.

No entanto, o incidente no estreito de Kerch mostrou que a Rússia "reagirá mais agressivamente" se tiver que defender seus interesses, de modo que no futuro isso pode acontecer no Ártico e em outras regiões, conclui o autor.

Anteriormente, a Marinha estadunidense havia informado que, em 5 de dezembro, o destróier USS McCampbell se aproximou do golfo de Pedro, o Grande, adjacente à costa da região russa de Primorie onde fica a base da Frota do Pacífico russa.

A porta-voz da Frota do Pacífico dos EUA, Rachel McMarr, disse que o posicionamento do navio visa desafiar "as excessivas reivindicações marítimas da Rússia e defender os direitos, liberdades e uso legítimo do mar de que os EUA e outros países desfrutam".

Não obstante, o Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, assegurou que o destróier norte-americano USS McCampbell não se aproximou das águas territoriais russas a uma distância inferior a 100 quilômetros.

A aproximação ocorreu depois de, em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana terem atravessado a fronteira da Rússia, violando assim o direito marítimo. As embarcações entraram em águas temporariamente fechadas e efetuaram manobras perigosas, ignorando as exigências da Guarda Costeira russa. Nessa conexão, os agentes de segurança se viram obrigados a usar armas. Em seguida, todos os navios ucranianos foram apreendidos e as tripulações foram detidas. O lado russo abriu um processo criminal por violação da fronteira.

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