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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

'Incidente de Kerch' pode se repetir no Ártico, adverte mídia alemã

As ações dos EUA "destinadas a garantir a liberdade" da navegação marítima, que provavelmente serão realizadas em áreas reclamadas pela Rússia, podem levar a uma repetição do "incidente de Kerch", escreve a revista alemã Telepolis.


Sputnik

Moscou reforça o controle sobre suas águas costeiras por razões econômicas e militares, ressalta a publicação. Assim, desde 2013, está decorrendo um aumento da presença militar russa no Ártico — lá surgem bases navais e aéreas. Além disso, o país está construindo novos quebra-gelos, observa o autor.


Quebra-gelos Lenin no Ártico, foto de arquivo
Quebra-gelo russo Lênin, no Ártico © Sputnik / M. Kurnosov

Nessa conexão, o autor lembra as palavras do secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, que anteriormente afirmou que a Aliança responderá à presença militar russa no Ártico aumentando sua própria presença na região. Ao mesmo tempo, o vice-almirante Andrew Lewis, comandante da reconstituída Segunda Frota da Marinha dos Estados Unidos, também disse que os Estados Unidos poderiam atuar nos territórios disputados, indica a revista.

No entanto, o incidente no estreito de Kerch mostrou que a Rússia "reagirá mais agressivamente" se tiver que defender seus interesses, de modo que no futuro isso pode acontecer no Ártico e em outras regiões, conclui o autor.

Anteriormente, a Marinha estadunidense havia informado que, em 5 de dezembro, o destróier USS McCampbell se aproximou do golfo de Pedro, o Grande, adjacente à costa da região russa de Primorie onde fica a base da Frota do Pacífico russa.

A porta-voz da Frota do Pacífico dos EUA, Rachel McMarr, disse que o posicionamento do navio visa desafiar "as excessivas reivindicações marítimas da Rússia e defender os direitos, liberdades e uso legítimo do mar de que os EUA e outros países desfrutam".

Não obstante, o Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, assegurou que o destróier norte-americano USS McCampbell não se aproximou das águas territoriais russas a uma distância inferior a 100 quilômetros.

A aproximação ocorreu depois de, em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana terem atravessado a fronteira da Rússia, violando assim o direito marítimo. As embarcações entraram em águas temporariamente fechadas e efetuaram manobras perigosas, ignorando as exigências da Guarda Costeira russa. Nessa conexão, os agentes de segurança se viram obrigados a usar armas. Em seguida, todos os navios ucranianos foram apreendidos e as tripulações foram detidas. O lado russo abriu um processo criminal por violação da fronteira.

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