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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Irã está querendo consolidar tropas na fronteira síria, diz oficial israelense

Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o Estado judaico está se esforçando para conter a presença do Irã na Síria, mesmo após Washington anunciar a saída dos EUA do país árabe.


Sputnik


O general Gadi Eisenkot, comandante das Forças de Defesa de Israel (IDF), afirmou que as forças israelenses estão focadas na prevenção da "consolidação" iraniana na Síria. Além disso, ele considera que Teerã possui planos de manter presença permanentemente na Síria, inclusive, sendo aprovada pela Unidade Especial da Guarda Revolucionária Islâmica.


Soldados iranianos
Militares iranianos © AFP 2018 / ATTA KENARE

O comandante declarou que após a guerra, Irã pretende construir uma força de 100.000 soldados, ressaltando que atualmente, há 20.000 combatentes do Hezbollah, milícias xiitas do Iraque, Afeganistão e Paquistão, além de diversos conselheiros iranianos.

A intenção do Irã seria de criar ações combinadas entre forças de solo, aérea, naval e de inteligência para construir uma linha de posições militares na fronteira, em Golan. Perante essa situação, Eisenkot afirma que as IDF lutam para destruir o que ele descreve como "fábricas de armas na Síria", que combinam a infraestrutura síria, dinheiro iraniano e as capacidades do Hezbollah.

Já o ministro israelense, Netanyahu, por sua vez, afirmou que a retirada dos EUA da Síria não vai influenciar Israel nas ações contra a estabilização militar do Irã na Síria.

Por essa razão, Israel tem realizado ataques aéreos no território sírio para destruir instalações militares iranianas e escoltas com armamentos. Os israelenses alegam que os iranianos estejam transferindo armamentos para o Hezbollah, instalado no Líbano e que, consequentemente, será utilizado contra Israel.

Entretanto, Irã nega presença militar na Síria, afirmando que está no país apenas para instruir militarmente a pedido do governo sírio.

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