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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Mídia britânica revela para onde Reino Unido exporta armamento

Quase um terço de todas as armas exportadas do Reino Unido são enviadas para países que, segundo os dados do Ministério das Relações Exteriores britânico, violam os direitos humanos, bem como para uma série de países contra os quais a ONU e a União Europeia introduziram restrições quanto à venda de armas, comunicou o jornal The Guardian.


Sputnik

Quase um terço das armas exportadas pelo Reino Unido durante a última década se destinou para países indicados pelo governo britânico como os piores países do ponto de vista de direitos humanos, escreveu The Guardian.


Caça Eurofighter Typhoon da Força Aérea Real do Reino Unido
Eurofighter Typhoon inglês © AFP 2018 / IAKOVOS HATZISTAVROU

Desde 2008 até 2017 o Reino Unido assinou contratos militares no valor de 39 bilhões de libras esterlinas (R$ 192,7 bilhões). Desses 39 bilhões, 12 bilhões correspondem a países que representam um interesse prioritário do ponto de vista do respeito pelos direitos humanos.

Durante esse período, o único país da lista de 30 países do Ministério das Relações Exteriores cujo contrato não foi aprovado foi a Coreia do Norte.

A edição assinalou que o Ministério do Comércio Exterior confirmou essa informação, porém ele negou que as licenças de exportação desses países sejam sujeitas a um controle menor.

Apesar de The Guardian não ter dados semelhantes quanto a este ano, se sabe que em 2018 o Reino Unido assinou um contrato de fornecimento de 48 caças Eurofighter Typhoon no valor de 5 bilhões de libras esterlinas (R$ 24,7 bilhões) à Arábia Saudita.

Entre os mercados principais do Ministério do Comércio Exterior britânico, além da Arábia Saudita, está Bahrein e a Colômbia, que figuram em lista de países de interesse prioritário quanto aos direitos humanos.

Além disso, a exportação de armamento britânico também se realiza para uma série de países contra os quais a ONU e a União Europeia introduziram restrições quanto à venda de armas. Eles são a China, a Líbia, a Rússia, o Egito e o Iraque.

"A aprovação de venda de meios técnicos de vigilância poderosos, aviões ou bombas a regimes que caçam jornalistas e os matam, a ditadores que as usam [armas] em escolas e hospitais, é uma violação evidente da lei do Reino Unido sobre o controle das exportações de armas. O menosprezo do governo pelas leis leva inevitavelmente a que a exportação britânica de armamento permite violar os direitos humanos por todo o mundo", cita The Guardian as palavras do parlamentar britânico Lloyd Russell-Moyle.

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