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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Operação no Afeganistão foi um grave erro, afirma ex-embaixador americano

Segundo o ex-embaixador dos EUA no Uzbequistão, John Herbst, a operação dos EUA no Afeganistão foi um erro e, além disso, não conseguiu solucionar os problemas.


Sputnik

Herbst foi embaixador dos EUA no Uzbequistão entre 2000 e 2003 e esteve envolvido na preparação da operação de entrada das tropas americanas no Afeganistão, durante a presidência de George W. Bush.


Soldados da 173ª brigada de paraquedistas dos EUA no Afeganistão (foto de arquivo)
Tropas dos EUA no Afeganistão © AFP 2018 / MUNIR UZ ZAMAN / AFP

Ele afirma que talvez seja o momento de os EUA deixarem o país, tal como deixaram a Síria. O comentário surgiu depois de o Wall Street Journal relatar que os EUA estariam considerando a ideia de reduzir suas tropas no Afeganistão dentro de algumas semanas.

"Eu acredito que a política de George W. Bush foi terrível. A guerra do Iraque foi definitivamente terrível, bem como a maneira como ele realizou a operação no Afeganistão, um erro muito grave […]", declarou Herbst.

Ele enfatiza que a missão dos EUA não obteve sucesso e, por isso, a decisão de retirar as tropas do país talvez seja a mais sábia. Assim, ele apoia da decisão do presidente americano, Trump. Herbst acredita que a questão é saber se será possível atingir metas tangíveis nesses países.

Assim como na Síria, os EUA acreditaram que seria possível modificar a situação. Entretanto, isso não foi possível e o ex-presidente Barack Obama entendeu essa situação e não entrou no território sírio, o que gerou controvérsias sobre sua política.

O maior erro de Obama ocorreu na Líbia, por isso, ele não queria repetir o mesmo erro na Síria, segundo o ex-embaixador, que observou que Obama não se sentiu suficientemente forte politicamente para abandonar os locais dos conflitos.

Ele referiu que os militares norte-americanos estão realizando operações contra os talibãs no Afeganistão desde 2001, sendo essa a operação mais longa da história. Atualmente, há mais de 14 mil militares norte-americanos na região.

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