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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Orçamentos de defesa continuam a subir no mundo

Em 2018, os orçamentos de defesa aumentaram em mais de 87 bilhões de dólares, uma alta de 4,9%, até atingir 1,78 trilhão de dólares - aponta a consultoria IHS Markit, em relatório divulgado nesta terça-feira (18).


France Presse

Os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se destacaram por um maior crescimento de seus orçamentos de defesa, em 54 bilhões de dólares (5,8%), em especial pela alta de gastos militares americanos.

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Defesa: teste dos EUA para barrar mísseis da Coreia do Norte (Missile Defense Agency/Reuters)

O gasto dos países-membros da OTAN deve passar de US$ 1 trilhão em 2019, prevê o documento, em comparação aos 989 bilhões em 2018. O informe aponta ainda que, como consequência do aumento dos preços do petróleo, a Arábia Saudita superou a França em termos de orçamento de defesa em 2018 e ocupa o quinto lugar no mundo, com 56 bilhões de dólares em 2018, contra os 53,6 bilhões de dólares da França.

Esta última também aumentou seus gastos no setor. Outra evolução notável nesta lista classificatória de orçamentos de defesa, é o Irã, que ultrapassou Israel e Canadá, aparecendo este ano na 15ª colocação.

O teto deste ano "supera significativamente o recorde posterior à Guerra Fria, de 1,6 trilhão de dólares em 2010", acrescenta o texto. "Após um período difícil para os membros da OTAN pela crise financeira mundial, os países-membros começaram a aumentar seus orçamentos de defesa, devido às ameaças emergentes", explica Fenella McGerty, analista principal da IHS Markit, na revista Jane's, especializada em questões militares.

"Isso desacelerou o movimento de balança dos orçamentos de defesa do lado dos países emergentes", acrescentou. Para o próximo quinquênio, a Jane's prevê um crescimento moderado do gasto de defesa em todo mundo, em torno de 2%, com uma desaceleração no crescimento na Europa e nos Estados Unidos.

O motor do crescimento estaria nos países emergentes. "Em 2018, observamos uma reversão da tendência recente onde os países ocidentais impulsionavam o crescimento", disse Craig Caffrey, também analista da revista Jane's. Em última análise, "veremos a Ásia e o Oriente Médio como os principais impulsionadores de um crescimento durável dos gastos com defesa".

O IHS Markit observa que nove países membros da OTAN atingirão os 2% do PIB gastos em defesa em 2019, em comparação com apenas quatro em 2014. Esses são os Estados Unidos, a Grécia, a Estônia, Lituânia, Letônia, Reino Unido, Polônia, Romênia e França.

Somente os Estados Unidos aumentaram seu orçamento de defesa em US$ 46 bilhões em 2018, para alcançar US$ 702,5 bilhões, com um aumento de 7% no orçamento do Pentágono, o maior desde 2008. Os orçamentos de defesa na Europa Ocidental aumentaram pelo terceiro ano consecutivo em 2018, para 248 bilhões de dólares (+ 2,4%).

Eles devem continuar a crescer em 2019, na ordem de 3,6%, impulsionados pelo aumento de 11% no orçamento de defesa alemão. Ásia-Pacífico cresceu 3,6% em 2018, menos que o mundo como um todo, mas atingiu o recorde de US$ 465 bilhões. Na América Latina, os orçamentos de defesa aumentaram 10,4% em 2018, para quase 62 bilhões de dólares, dos quais 29,9 bilhões apenas para o Brasil.

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