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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Palestinos e israelenses 'se unem' para criticar decisão da Austrália sobre Jerusalém

Oficiais palestinos e israelenses ficaram estranhamente unidos em expressar amargo desapontamento na decisão da Austrália de reconhecer Jerusalém Ocidental como a capital do Estado judeu, e a medida também enfrentou críticas internas.


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Camberra vai abrir um escritório de defesa e comércio em Jerusalém depois de ter reconhecido formalmente a parte ocidental como a capital de Israel, anunciou neste sábado o primeiro-ministro Scott Morrison. A realocação da embaixada do país, no entanto, só ocorrerá depois que uma solução de dois Estados for alcançada. Até lá, a Austrália vai adiar a decisão de reconhecer Jerusalém Oriental como a capital da Palestina.


Cúpula da Mesquita Al-Aqsa na Cidade Velha, vista de uma porta em forma da Estrela de Davi, Jerusalém
© AP Photo/ Ariel Schali

O ministro de Relações Exteriores da Autoridade Palestina imediatamente rejeitou e condenou a decisão, acusando Morrison de um "viés total" em relação a Israel e buscando "apaziguar o lobby sionista" na Austrália.

"O reconhecimento da Jerusalém Ocidental como capital de Israel deve ser acompanhado pelo reconhecimento de Jerusalém Oriental como a capital da Palestina", afirmou Riad al-Maliki. O mesmo sentimento foi compartilhado pelo membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Hanan Ashrawi, que acusou a liderança australiana de "usar os direitos palestinos para subornar o lobby sionista para obter seu apoio nas eleições".

O fracasso da Austrália em seguir os passos do presidente estadunidense Donald Trump e reconhecer a totalidade de Jerusalém como a capital de Israel recebeu reações mistas do establishment israelense. Enquanto o Ministério de Relações Exteriores, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, educadamente chamou o reconhecimento de "um passo na direção certa", alguns políticos expressaram amargo desapontamento.

"Toda Jerusalém é a nossa capital eterna", disse o presidente da Knesset, Yuli Edelstein (Likud). Israel está "desapontado" com o fato de o governo australiano "ter percorrido metade do caminho", comentou outro funcionário do governo, que preferiu permanecer anônimo. "Nós esperávamos mais".

Morrison, que antes insinuava que o reconhecimento de toda Jerusalém era possível, também enfrentou uma reação dos políticos de sua terra natal. O líder da oposição, Bill Shorten, chamou o anúncio do governo de um "recuo humilhante" das promessas de campanha, acusando o primeiro-ministro de colocar "interesse político à frente de nosso interesse nacional".

A solução de dois Estados prevê uma Palestina independente ao lado de Israel. Enquanto os palestinos insistem em traçar as linhas de demarcação ao longo das fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental servindo como a capital do futuro estado palestino, Israel reivindica direitos históricos para toda a cidade.

Atualmente, apenas os EUA e a Guatemala têm sua sede diplomática em Jerusalém. No início deste ano, o Paraguai reverteu sua decisão de transferir sua embaixada para lá.

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