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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Palestinos e israelenses 'se unem' para criticar decisão da Austrália sobre Jerusalém

Oficiais palestinos e israelenses ficaram estranhamente unidos em expressar amargo desapontamento na decisão da Austrália de reconhecer Jerusalém Ocidental como a capital do Estado judeu, e a medida também enfrentou críticas internas.


Sputnik

Camberra vai abrir um escritório de defesa e comércio em Jerusalém depois de ter reconhecido formalmente a parte ocidental como a capital de Israel, anunciou neste sábado o primeiro-ministro Scott Morrison. A realocação da embaixada do país, no entanto, só ocorrerá depois que uma solução de dois Estados for alcançada. Até lá, a Austrália vai adiar a decisão de reconhecer Jerusalém Oriental como a capital da Palestina.


Cúpula da Mesquita Al-Aqsa na Cidade Velha, vista de uma porta em forma da Estrela de Davi, Jerusalém
© AP Photo/ Ariel Schali

O ministro de Relações Exteriores da Autoridade Palestina imediatamente rejeitou e condenou a decisão, acusando Morrison de um "viés total" em relação a Israel e buscando "apaziguar o lobby sionista" na Austrália.

"O reconhecimento da Jerusalém Ocidental como capital de Israel deve ser acompanhado pelo reconhecimento de Jerusalém Oriental como a capital da Palestina", afirmou Riad al-Maliki. O mesmo sentimento foi compartilhado pelo membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Hanan Ashrawi, que acusou a liderança australiana de "usar os direitos palestinos para subornar o lobby sionista para obter seu apoio nas eleições".

O fracasso da Austrália em seguir os passos do presidente estadunidense Donald Trump e reconhecer a totalidade de Jerusalém como a capital de Israel recebeu reações mistas do establishment israelense. Enquanto o Ministério de Relações Exteriores, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, educadamente chamou o reconhecimento de "um passo na direção certa", alguns políticos expressaram amargo desapontamento.

"Toda Jerusalém é a nossa capital eterna", disse o presidente da Knesset, Yuli Edelstein (Likud). Israel está "desapontado" com o fato de o governo australiano "ter percorrido metade do caminho", comentou outro funcionário do governo, que preferiu permanecer anônimo. "Nós esperávamos mais".

Morrison, que antes insinuava que o reconhecimento de toda Jerusalém era possível, também enfrentou uma reação dos políticos de sua terra natal. O líder da oposição, Bill Shorten, chamou o anúncio do governo de um "recuo humilhante" das promessas de campanha, acusando o primeiro-ministro de colocar "interesse político à frente de nosso interesse nacional".

A solução de dois Estados prevê uma Palestina independente ao lado de Israel. Enquanto os palestinos insistem em traçar as linhas de demarcação ao longo das fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental servindo como a capital do futuro estado palestino, Israel reivindica direitos históricos para toda a cidade.

Atualmente, apenas os EUA e a Guatemala têm sua sede diplomática em Jerusalém. No início deste ano, o Paraguai reverteu sua decisão de transferir sua embaixada para lá.

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