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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Parlamento iraquiano pede retirada de tropas dos EUA

Parlamentares iraquianos condenaram a visita surpresa do presidente dos EUA, Donald Trump, às tropas americanas estacionadas no país, pedindo sua retirada total.


Forças Terrestres

Os deputados dos dois maiores blocos parlamentares condenaram a visita de Trump, que não foi arranjada com o governo iraquiano, considerando-a uma “violação da soberania do Iraque”. Eles também marcaram uma data para discutir a evacuação das tropas americanas do Iraque, relatou o Arab48.

Soldado americano no Iraque

Saleh Al-Saadi, chefe de um desses blocos, disse que “Trump precisa conhecer seus limites. A ocupação americana do Iraque acabou”, acrescentando: “Trump se infiltrou no Iraque como se fosse um dos estados americanos”.

Durante sua visita na quarta-feira, Trump passou três horas dentro de uma base militar dos EUA sem falar com nenhuma autoridade iraquiana, falando apenas com o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel-Mahdi, ao telefone. Trump ressaltou que não tinha planos de retirar as 5.200 tropas americanas estacionadas no país.

Este tópico tem sido muito debatido desde maio, quando os partidários do líder xiita Muqtada Al-Sadr conquistaram o maior número de assentos no parlamento iraquiano. Al-Sadr pediu a retirada das tropas americanas do país, além de limitar o papel do Irã nos assuntos internos do Iraque. Outros políticos iraquianos também começaram a pedir a evacuação das tropas americanas após a derrota do Daesh.

As forças americanas invadiram o Iraque em 2003, derrubando seu presidente Saddam Hussein e apoiando a seita xiita no país. Embora as forças dos EUA tenham saído em 2011, eles retornaram em 2014 a pedido do governo do país, na época pró-EUA, para combater o Daesh.

FONTE: Middle East Monitor

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