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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

'Peças de museu'? Analista comenta declaração do diplomata dos EUA sobre aviões russos

A frota aérea estratégica dos EUA é constituída basicamente por aviões B-52, aeronaves mais velhas que os Tu-160 russos que o embaixador dos EUA na Colômbia chamou de "peças de museu", assinalou o especialista militar russo Viktor Murakhovsky.


Sputnik

Em 10 de dezembro, dois bombardeiros estratégicos russos Tu-160, um avião de transporte militar An-124 e um avião Il-62 aterrissaram nos arredores de Caracas. Os aviões russos realizaram exercícios de interoperabilidade com a Força Aérea venezuelana nesta semana. O embaixador dos EUA na Colômbia, Kevin Whitaker, disse que "aviões dessa idade não são provocações. Realmente são peças de museu."


Um bombardeiro estratégico Tu-160 da Força Aeroespacial russa
Tupolev Tu-160 Blackjack © Sputnik / Vladimir Sergeev

O especialista militar Viktor Murakhovsky comentou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik as afirmações do diplomata norte-americano.

"Nos EUA, se falarmos da aviação de longo curso, esta é basicamente constituída até hoje por bombardeiros B-52H. São aviões muito mais antigos, realmente artefatos, se usarmos esta terminologia, do que os Tu-160 russos. O B-52 é mais ou menos da mesma idade que os aviões turboélice Tu-95 que também temos em serviço", destacou.

Segundo o especialista militar, a aviação estratégica é um instrumento dispendioso, que cumpre missões que não exigem renovação frequente da frota. É um meio estratégico que transporta sistemas de armas nucleares e pode fazê-lo por várias décadas, acrescentou Murakhovsky.

O especialista falou também sobre os bombardeiros norte-americanos В-1 Lancer, igualmente presentes na aviação dos EUA, embora em menor número que os B-52. Ambos os aviões podem usar não só armamento estratégico, mas também tático. Por exemplo, os EUA usaram ativamente os B-1 para lançar ataques de bombas no Oriente Médio, no Afeganistão. Os Tu-160 têm sido usados na Síria para atacar alvos terroristas, mas não tão frequentemente.

"Nós testamos os nossos [aviões Tu-160] quanto ao uso de mísseis de cruzeiro em equipamento comum. O armamento, bem como bombardeiros mostraram a sua eficácia e nós não os usámos mais. Nós utilizamos instrumentos especiais para cada tarefa. As tarefas táticas de destruição de alvos na Síria são realizadas por aviões Su-24, Su-34, Su-25, ou seja, por aeronaves da aviação tático-operacional", contou Murakhovsky.

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