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Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

Político americano critica EUA por se envolverem em conflitos externos

O político norte-americano Patrick Buchanan, em um artigo para o American Conservative, aborda o recente incidente no mar Negro e questiona o que motiva os EUA a se envolverem em conflitos externos.


Sputnik

Buchanan se refere aos eventos que precederam o incidente, recordando que os navios ucranianos, incluindo navios de guerra, teriam que notificar as autoridades russas com antecedência antes de passarem sob a ponte do estreito de Kerch para o mar de Azov.


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Patrick J. Buchanan | CNS News

Em sua opinião, o incidente recente é uma provocação por parte de Kiev e, em particular, por Pyotr Poroshenko. Seus índices de popularidade caíram drasticamente e o presidente ucraniano entende que seu partido praticamente não tem chances de vencer as próximas eleições, se ele não criar um fato sensacional, escreve o autor.

Depois que a Ucrânia introduziu a lei marcial, Poroshenko pediu para o Ocidente impor mais sanções contra Moscou e apelou aos EUA a pressionarem a Rússia. Por sua vez, Adrian Karatnitsky, membro do Conselho Atlântico, propôs fortalecer a presença militar norte-americana no mar Negro e fornecer a Kiev mísseis antiaéreos e antinavio, além de endurecer as sanções e cancelar a construção dos gasodutos Nord Stream 2 e South Stream, relata o artigo.

Contudo, Patrick Buchanan questiona: o que Washington tem a ver com o problema do controle sobre o estreito de Kerch?

"Por que nos deixamos envolver em disputas externas, desde a disputa a quem pertencem as ilhas no mar do Sul da China, de quem são as ilhas Senkaku e Curilas do Sul; e até se a Transnístria tinha direito de se separar da Moldávia e a Ossétia do Sul e a Abkházia da Geórgia?", indagou.

Buchanan também questiona: "Se a Ucrânia teve o direito de se separar da Rússia em 1991, então por que a Crimeia, Donetsk e Lugansk não podem se separar de Kiev?".

Incidente no estreito de Kerch

Em 25 de novembro, três navios ucranianos violaram a fronteira russa entrando nas águas territoriais do país e realizando manobras perigosas. Como as embarcações ucranianas ignoraram os avisos das autoridades russas, a guarda fronteiriça deteve os navios com 24 tripulantes a bordo, o tribunal abriu um processo criminal contra os marinheiros.

Logo após o incidente, Kiev introduziu a lei marcial em 10 regiões do país por 30 dias. A lei limita temporariamente as liberdades e direitos constitucionais dos cidadãos, incluindo o direito de voto e de liberdade de expressão.

Moscou qualificou o incidente como uma provocação que é explicada pela baixa popularidade do presidente Pyotr Poroshenko nas vésperas das eleições presidenciais.

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