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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Político curdo revela para quem é vantajosa a operação turca na Síria

A operação militar do Exército turco, que poderá começar na cidade síria de Manbij e ao leste do rio Eufrates, traz vantagens para a Turquia, para os EUA e para os grupos terroristas do Daesh, opina o político curdo das Unidades de Proteção Popular (YPG), Reizan Hedu.


Sputnik

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que a Turquia estava prestes a começar uma operação na cidade síria de Manbij contra as YPG se os Estados Unidos não retirassem de lá as milícias curdas. O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), por sua vez, anunciou que responderia à Turquia de maneira dura no caso de se iniciar a operação contra as forças curdas na Síria.


Combatente curdo das Unidades de Proteção Popular (YPG) em Al-Hasakah, norte da Síria
Tropa curda YPG © REUTERS / Rodi Said

"Os primeiros a obter vantagens é o Daesh [proibido na Rússia e em vários outros países]. Cada vez que o cerco se aperta em redor deles, eles recebem um cabo de salvação. O segundo a aproveitar é Erdogan, por exportar os problemas fora do país", declarou Hedu.

Segundo o político curdo, hoje em dia os curdos anunciam seus êxitos na operação contra o Daesh em Deir ez-Zor e junto à fronteira iraquiana. Se a operação em Manbij começar, as Forças Democráticas Sírias serão obrigadas a deslocar forças para essa linha de frente, o que enfraqueceria suas posições na frente contra o Daesh, ou seja, os terroristas terão uma espécie de pausa.

Hedu opina que a Turquia está passando por uma grave crise econômica, agravada por relatórios dos países ocidentais sobre violações de direitos humanos e torturas nas cadeias. Além disso, Erdogan tenta obter o apoio dos nacionalistas turcos nas próximas eleições e desencadear um novo conflito para distrair a atenção do não-cumprimento de obrigações perante a Rússia e o Irã, sublinhou.

A terceira parte que recebe vantagens da operação no leste do rio Eufrates, são os EUA, garantindo para si cobertura internacional para justificar a sua presença na Síria. Os EUA têm intenção de se posicionarem como uma força pacificadora que separa as duas forças, tentando continuar a guerra na Síria e adiar decisão para receber mais proveitos, disse Hedu.

Para ele, a Turquia não tem força suficiente para tomar uma decisão independente sem aprovação de Washington. "Vale a pena lembrar que, depois da ocupação de Afrin pelas forças turcas, quase todo o norte sírio está sob influência da OTAN. Washington está ao leste do Eufrates, a Turquia — a oeste do rio", acrescentou o político curdo.

No início desta semana, Erdogan anunciou sua intenção de lançar uma operação militar nas áreas curdas "em poucos dias". No discurso, ele confirmou esses planos, dizendo que a Turquia estava determinada a levar paz e segurança às áreas ao leste do Eufrates.

Os EUA alertaram a Turquia contra a implementação dos planos, dizendo que uma ação militar unilateral prejudicaria a cooperação militar entre os dois países. O lado curdo disse que responderia fortemente a qualquer ataque da Turquia.

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