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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Por que precisamos do submarino Riachuelo?

Programa bilionário da Marinha pretende garantir projeção brasileira sobre 4,5 milhões de quilômetros quadrados no mar


Roberto Godoy | O Estado de S.Paulo

O submarino S-40 Riachuelo desceu ao mar suas 2.200 toneladas na manhã desta sexta-feira, (14DEZ2018), e por lá deve permanecer pelos próximos 30 anos, passando por processos periódicos de modernização e – na companhia de seus três similares do mesmo porte e perfil ainda em fabricação –, cumprindo a missão de garantir a projeção estratégica do Brasil sobre os 4,5 milhões de km² que compõem o território de relevância do País no sul do oceano Atlântico.


Programa bilionário da Marinha pretende garantir projeção brasileira sobre 4,5 milhões de quilômetros quadrados no mar

A Amazônia Azul, na definição da Marinha. Por essa imensa área, bem próxima do tamanho da Europa Ocidental, circulam 95% do comércio exterior brasileiro. Nessa área gigante são extraídos 91% do petróleo e mais 73% do gás natural nacionais. Os principais cabos submarinos de comunicações estão assentados alí.

“Em síntese, é a parcela dos oceanos sobre a qual temos responsabilidades, direitos e deveres”, diz o próximo comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior. De fato, para obter os resultados do potencial econômico das águas jurisdicionais, o Brasil tem o compromisso de preservar a segurança para a navegação das rotas marítimas.

Essa é a razão dos investimentos feitos pelo Ministério da Defesa em programas estratégicos – um deles, o Prosub, que pretende dar à força naval capacitação tecnológica para construir esse tipo de navios; os de propulsão nuclear inclusos. Custa caro. Até 2029 serão investidos R$ 37 bilhões. O projeto envolve a implantação de um estaleiro, de uma nova base e de instalações de apoio em Itaguaí, no litoral sul do Rio de Janeiro. Os submarinos não atômicos, de propulsão diesel-elétrica escolhidos são os franceses Scorpéne, de alta tecnologia.

A transferência do conhecimento avançado é assegurada no contrato. No fim do ano o investimento acumulado desde 2008 chegará a R$ 17 bilhões. Estão sendo produzidos no complexo e estarão todos prontos até 2022. O modelo nuclear, de 6 mil toneladas, será entregue em 2029. O consórcio é formado pelo Naval Group, da França, pela Odebrecht Defesa e Tecnologia e pela Marinha. Os navios sofreram pequenas alterações, ficaram mais longos (75 metros) e pesados (2.200 toneladas) para oferecer certo conforto à tripulação regular de 31 pessoas.

A decisão de fazer da flotilha de submarinos o elemento de dissuasão naval do Brasil começa por volta de 2007, quando o governo federal decidiu reequipar e modernizar as forças armadas. As características de furtividade, imprevisibilidade e poder de fogo – o Riachuelo lança torpedos pesados, dispara mísseis de longo alcance e faz a deposição de minas – são fundamentais nas ações de vigilância, patrulha e eventual ataque de interdição. Mesmo contra inimigos de maior porte, a efetividade é garantida pela habilidade. Há registros de vários “afundamentos” eletrônicos, durante exercícios, de porta-aviões nucleares americanos de 100 mil toneladas, “atacados” por pequenos submarinos diesel-elétricos.



Em setembro de 2010, início do ciclo de estruturação do programa, o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse em Lisboa, no Instituto de Defesa Nacional, que “o Atlântico Sul responde a questões de segurança muito diferentes das do Atlântico Norte”, referindo-se à declarada intenção da Otan, o pacto militar do norte, de estender sua área de atuação.

“A OTAN não pode substituir a ONU”, acrescentou, revelando apreensão com a possibilidade – sob influência dos Estados Unidos –, de a organização realizar ações multilaterais na região sem respaldo do Conselho de Segurança nas Nações Unidas. Jobim, na ocasião, afirmou que “o Atlântico Sul é a zona de interesse do Brasil”.

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