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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Presidente do Chile anuncia emenda constitucional para facilitar remoção de militares

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta quarta-feira (26) uma emenda à Constituição para remover gestores das Forças Armadas de maneira mais simples e direta.


Sputnik

"Vamos enviar uma reforma constitucional para acabar com o antigo mecanismo de remoção", disse Piñera em entrevista ao Canal 13.


Sebastián Piñera, presidente do Chile
Sebastián Piñera © AFP 2018 / Odd Andersen

Na semana passada, Piñera anunciou na televisão nacional sua decisão de remover o diretor dos Carabineros, o general Hermes Soto, após o assassinato do indígena Camilo Catrillanca. Os Carabineiros são uma espécie de polícia militar do país.

No entanto, Soto se recusou a renunciar. O impasse obrigou o governo a acionar um mecanismo nunca utilizado da Constituição em que o Governo Federal pede a destituição do líder militar e explica seus motivos ao Congresso e ao Controlador-Geral da República.

Piñera pretende simplificar esse processo e argumentou que "os comandantes das Forças Armadas e o diretor-general dos Carabineros devem ser subordinados ao poder civil e quando o presidente pede a demissão devem renunciar no ato".

Na sexta-feira, 21 de dezembro, o governo conseguiu demitir o general Soto e nomeou o general Mario Rozas.

A saída de Soto é uma das muitas facetas da crise desencadeada pelo assassinato da liderança indígena Catrillanca na Araucanía. Da origem Mapuche, ele foi morto com um tiro nas costas das forças policiais.

Mais de 20 funcionários dos Carabineros já foram demitidos por conta do episódio, e quatro deles estão sendo processados ​​por acusações de homicídio e obstrução da justiça.

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