Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Qual a única condição em que Rússia abandonaria mísseis 9M729 que preocupam tanto EUA?

Os Estados Unidos apelaram a que a Rússia descarte o míssil 9M729 ou que o modifique, pois acreditam que seu alcance viola o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário. Analista militar russo explicou por que a Rússia não precisa alterar o projétil e indicou a única condição sob a qual o país poderia abandoná-lo.


Sputnik

A vice-secretária de Estado dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Andrea Thompson, afirmou recentemente que o alcance do míssil russo 9M729 é de entre 500 e 5.500 quilômetros (SSC-8, na classificação ocidental), violando o Tratado INF, apelando a que Rússia desista dessa arma ou a modifique.


Lançamento de mísseis Bulava a partir do submarino Yuri Dolgoruky no mar Branco
Lançamento do míssil Bulava © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Em comentário ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências militares Konstantin Sivkov sublinhou que a Rússia não tem nenhumas razões para abandonar essa arma porque esta não é abrangida pelas cláusulas do tratado.

O analista lembrou que os Estados Unidos possuem no território europeu sistemas de lançamento de mísseis MK 41 que podem ser usados inclusive para lançar mísseis de cruzeiro do tipo Tomahawk e assim violam de fato o tratado.

"Não temos motivos para tirar do serviço estes mísseis — eles têm um alcance menor que 400 quilômetros. Já os norte-americanos devem abandonar os MK 41, retirá-los da Europa. Mas se os mísseis são um assunto tão sensível para os EUA, acho que poderíamos descartá-los sob condição de que os norte-americanos desistam do posicionamento na Europa dos MK 41", concluiu o especialista.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que a Rússia tem dois meses para que "retorne ao cumprimento" do Tratado INF. Ele acrescentou que, em caso contrário, Washington se retirará do tratado.

Em resposta, o presidente russo Vladimir Putin destacou que os EUA não apresentaram nenhumas provas da violação do acordo por Moscou. O líder russo sublinhou que a declaração de Pompeo surgiu tarde, pois primeiro Washington anunciou sua intenção de se retirar do Tratado INF e só depois começou a buscar justificativas.

Comentários

Postagens mais visitadas