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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Relatório da CIA indica que príncipe saudita 'provavelmente ordenou' assassinato de Khashoggi, diz jornal

Segundo 'Wall Street Journal', agência americana obteve mensagens enviadas por Salmán a assessor que supervisionou execução do jornalista.


France Presse

A agência de inteligência dos Estados Unidos tomou conhecimento de uma série de mensagens enviadas pelo príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salmán, horas antes e depois do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, ao assessor que supervisionou a operação, informou neste sábado (dia 1º) o "Wall Street Journal".

Príncipe herdeiro Mohamed ben Salman, da Arábia Saudita — Foto: Bandar Algaloud / Media Office Of Mohammed Bin Salman / AFP
Príncipe herdeiro Mohamed ben Salman, da Arábia Saudita — Foto: Bandar Algaloud / Media Office Of Mohammed Bin Salman / AFP

O jornal publicou trechos do relatório secreto da CIA segundo o qual Salmán "provavelmente" ordenou a morte do jornalista saudita, assassinado em outubro durante uma visita ao consulado de seu país em Istambul.

O relatório informa que o príncipe escreveu pelo menos 11 mensagens a seu assessor mais próximo, Saud al-Qahtani, que supervisionou a equipe de 15 homens enviados à Turquia para assassinar Khashoggi.

O conselheiro real foi demitido e acusado formalmente na Arábia Saudita de ter desempenhado um papel central no caso. Al-Qahtani se comunicou diretamente com o líder da equipe durante a operação, segundo a CIA. O "Wall Street Journal" não especifica o tipo de mensagem.

A CIA ignora o conteúdo das mensagens enviadas, mas seu relatório conclui, com grau de certeza "de moderado a alto", que o príncipe "mirou pessoalmente" em Khashoggi e, "provavelmente, ordenou o seu assassinato".

"Faltam informações diretas que mostrem que o príncipe herdeiro emitiu uma ordem de assassinato", assinala o relatório.

Os espiões americanos também informam que o líder saudita disse a pessoas próximas, em agosto de 2017, que, se não podia levar Khashoggi para a Arábia Saudita, "eventualmente poderíamos atraí-lo fora do país e fazer arranjos", o que "parece antecipar a operação saudita lançada contra Khashoggi".

O conteúdo exato do relatório da CIA é amplamente discutido em Washington desde que o presidente americano, Donald Trump, declarou publicamente que o serviço de inteligência "não encontrou nada absolutamente certo".

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