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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Rússia desconfia da saída de tropas dos EUA da Síria

O governo da Rússia não tem plena confiança na saída das tropas dos Estados Unidos da Síria e prefere esperar os fatos antes de fazer avaliações, anunciou nesta segunda-feira o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov.


EFE

Moscou - "As palavras do presidente (dos EUA, Donald) Trump sobre a retirada da Síria, assim como outras afirmações feitas pelos representantes dos Estados Unidos, só vemos como uma declaração. As avaliações virão depois", disse o número dois da diplomacia russa em entrevista à agência "Interfax".


Tropas americanas na Síria em foto de 2017. EFE/ Youssef Rabie Youssef
Tropas americanas na Síria com terroristas, em comboio, em foto de 2017. EFE/ Youssef Rabie Youssef

Ryabkov explicou que, por enquanto, a Rússia não vê "nada novo" na política adotada pelos Estados Unidos em relação ao território sírio.

Na semana passada, o presidente americano proclamou a derrota do grupo jihadista Estado Islâmico na Síria e anunciou a retirada do contingente americano que está no país árabe como parte de uma coalizão internacional.

Segundo o vice-ministro russo, os EUA entrelaçaram a presença na Síria com "um monte de interesses" e encontrará "milhares de razões e pretextos" para os seus planos sobre a saída.

"Mesmo vendo pela televisão ou pelo Youtube o último veículo com a bandeira dos Estados Unidos deixando a Síria, pensarei duas vezes em acreditar ou não", comentou.

De acordo com Ryabkov, caso que a retirada realmente seja confirmada, será um passo "muito significativo e sólido que contribuirá para a melhoria da imagem da política externa dos Estados Unidos".

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