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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Rússia é capaz de neutralizar navios americanos no mar Negro, diz capitão russo

Nesta sexta-feira (7), o capitão-de-mar-e-guerra Mikhail Nenashev, da Marinha russa, disse que os EUA não pensam em dar uma resposta militar ao incidente no estreito de Kerch porque entendem que Rússia tem as forças e meios suficientes para neutralizá-los.


Sputnik


"Eles [EUA] temem que com seus navios aconteça a mesma coisa que ocorreu com as lanchas da Ucrânia detidas no estreito de Kerch. Em caso de agressão dos EUA no mar Negro, a Rússia é capaz de neutralizar seus navios; a Rússia tem forças e meios suficientes para isso", disse Nenashev.


USS Mount Whitney, navio da sexta frota dos EUA (imagem de arquivo)
USS Mount Whitney da 6ª Frota dos EUA © AP Photo / Efrem Lukatsky

"Há pessoas sensatas no comando militar dos EUA que estão calculando esse resultado e, portanto, estão tentando que o assunto não evolua para um conflito militar", adicionou.

Há poucos dias, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Joseph Dunford, afirmou que Washington não estava considerando a possibilidade de uma resposta militar em relação à detenção de três navios ucranianos por violarem a fronteira da Rússia, e que não debateu esse assunto com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov.

Anteriormente, os EUA começaram os preparativos para o envio de navios de guerra para o mar Negro em meio ao incidente no estreito de Kerch, comunicou o canal de notícias CNN citando fontes.

Em 25 de novembro, a fronteira russa foi violada por três navios da Marinha ucraniana, que foram detidos, juntamente com seus 24 tripulantes, por não respeitarem as exigências legítimas das autoridades russas.

O incidente no estreito de Kerch foi classificado como uma provocação pelo presidente russo, Vladimir Putin, pois entre os membros da tripulação dos navios ucranianos havia dois agentes dos serviços de segurança da Ucrânia. Segundo o líder russo, a hostilidade no mar Negro está associada a uma baixa classificação no ranking do presidente da Ucrânia em vésperas das eleições ucranianas.

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