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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Rússia pede que os EUA reconsiderem estratégia na Síria e saída do Tratado INF

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, criticou duramente a política norte-americana na Síria e ofereceu negociações diretas sobre o marco do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que vigora entre os dois países desde 1987.


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A situação em partes do leste da Síria, controlada pelas Forças Democráticas da Síria (SDF) apoiadas pelos EUA e pelos curdos, continua "profundamente preocupante", escreveu Shoigu em uma carta ao chefe do Pentágono, James Mattis, no início desta semana.


Bandeiras da Rússia e dos EUA
© REUTERS / Maxim Shemetov

Washington faz pouco ou nada para restaurar a paz e ajudar a região devastada a se recuperar da longa guerra, enquanto seus ataques aéreos continuam a causar mortes de civis, disse o ministro da Defesa. Ele observou que pelo menos 1.500 civis foram mortos nos últimos meses, enquanto as SDF limpavam os últimos bolsões remanescentes da resistência do Daesh.

O chefe de defesa russo descreveu as dificuldades que a coalizão liderada pelos EUA experimentou na prolongada batalha perto de Hajin, na província oriental de Deir ez-Zor. Foram necessários seis meses para que os combatentes, apoiados pelo Pentágono, expulsassem os militantes da pequena cidade — apenas para que eles se reagrupassem mais tarde nas aldeias ao longo do rio Eufrates.

Em contraste, o Exército do governo sírio demonstrou sua capacidade de liberar áreas em duas semanas, disse Shoigu.

O ministro também enfatizou que a colonização e a recuperação da nação devastada pela guerra são prejudicadas pelo contrabando de petróleo e derivados de petróleo das áreas controladas pelas SDF. Ao mesmo tempo, a presença militar dos EUA na base aérea de Al-Tanf torna mais difícil entregar ajuda em um grande campo de refugiados em Rukban, na Jordânia, que abriga mais de 50 mil sírios, escreveu Shoigu. Ele também alegou que a base aérea e as “gangues armadas” em volta impedem os refugiados de voltar para casa.

Em uma carta separada para Mattis, Shoigu se ofereceu para iniciar um "diálogo aberto e significativo" sobre as diferenças que as nações têm em relação ao Tratado INF, que proíbe mísseis terrestres com alcance de 500 a 5.500 km. Ambos os lados acusam um ao outro de violar o acordo.

Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, alertou que Washington desfará o acordo no prazo de 60 dias se a Rússia não "retornar ao cumprimento". Moscou, por sua vez, elaborou uma resolução para o Conselho de Segurança da ONU em apoio ao acordo INF.

Shoigu enfatizou que até agora Moscou não recebeu nenhuma reação oficial do Pentágono sobre sua proposta de manter conversas sobre o Tratado INF.

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