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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Sanções dos EUA contra Teerã são 'terrorismo econômico', afirma presidente do Irã

As sanções dos EUA contra o Irã são exemplos flagrantes de "terrorismo econômico" e, ao perturbar a capacidade de Teerã de combater ataques terroristas, Washington coloca sua própria segurança em risco, disse o presidente iraniano Hassan Rouhani.


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Ele observou ainda que as restrições impostas novamente por Washington visam "aterrorizar a economia" do Irã e ameaçar outras nações para cortarem o comércio e o investimento no país, segundo a mídia local.


Vista de Teerã
Teerã, capital do Irã © Fotolia / Borna_Mir

Falando em uma conferência sobre segurança no sábado (8), Rouhani observou que as sanções podem fazer o tiro sair pela culatra, uma vez que minam os esforços de Teerã para combater o tráfico de drogas e os ataques terroristas.

"Eu aviso aqueles que impõem sanções que, se a capacidade do Irã de combater as drogas e o terrorismo for afetada […] vocês não estarão a salvo de um dilúvio de drogas, buscadores de asilo, bombas e terrorismo", advertiu o presidente iraniano.

Nas margens do evento, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, acusou os EUA de inundarem a região com armas, transformando-a em um "barril de pólvora".

"O nível de vendas de armas pelos norte-americanos é inacreditável e muito além das necessidades regionais", alertou Zarif, acrescentando que isso constitui uma política "muito perigosa" conduzida por Washington na região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs novamente sanções ao setor petroleiro e ao setor bancário de Teerã no início deste ano, depois de retirar seu país do Plano de Ação Conjunto (JCPOA, sigla em inglês) sobre o programa nuclear iraniano. Trump criticou o acordo como "inadequado em sua essência" e acusou Teerã de violá-lo secretamente.

Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou o Irã de testar um míssil balístico de alcance intermediário capaz de transportar ogivas nucleares. Sem confirmar ou negar o teste em si, os militares iranianos alegaram que todos os testes de mísseis visam fortalecer a defesa nacional. O chanceler Zarif criticou além disso as declarações de Pompeo como "hipocrisia", acrescentando que Washington violou a mesma resolução ao abandonar o acordo nuclear.

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