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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Turquia: 'Não precisamos da permissão de Israel para combater o terrorismo na Síria'

O porta-voz do governo turco comentou um ataque verborrágico do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que pelo Twitter chamou o presidente da Turquia Recep Erdogan de "ocupante do norte de Chipre" e acusou forças turcas de massacrar "mulheres e crianças em aldeias curdas".


Sputnik

O porta-voz da presidência da Turquia, Ibrahim Kalin, anunciou que Ancara pretende continuar a luta contra o terrorismo sem pedir o consentimento de outros países, informou o Hurriyet Daily News na terça-feira.


Soldados do Exército turco preparam para usar tanques nos arredores da vila de Sugedigi, na Turquia, fronteira com a Síria.
Tanques turcos na fronteira com a Síria © AP Photo / Lefteris Pitarakis

"Está fora de questão que a Turquia obtenha permissão ou consentimento de Israel ou de qualquer outro país [para combater o terror]", disse ele a jornalistas após uma reunião de gabinete.

Mais cedo, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu criticou Erdogan no Twitter, chamando-o "o ocupante do norte de Chipre, cujo exército massacra mulheres e crianças em aldeias curdas, dentro e fora da Turquia", e insistiu que o presidente turco "não deveria pregar para Israel".

Em resposta, Erdogan apelidou Netanyahu é "a voz dos tiranos" e o chefe do "Estado do terror".

Enquanto isso, Kalin também afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump decidiu retirar as tropas americanas da Síria depois que Erdogan disse a ele que Washington e Ancara não precisam da ajuda das forças curdas do YPG/SDF para combater o Daesh (grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico).

"Não há um passo atrás, fraqueza, interrupção ou desaceleração na luta contra o grupo terrorista Daesh", disse Kalin depois de declarar que a Turquia manterá sua presença militar na província síria de Idlib para garantir "segurança e estabilidade na região".

Erdogan e Netanyahu já se envolveram em confrontos verbais entre si em diversas ocasiões, mas disputa entre os líderes turco e israelense se intensificou após a recente escalada das tensões na fronteira entre Israel e Gaza, o que custou a vida de quatro palestinos na sexta-feira.

No início de dezembro, Erdogan anunciou que as forças turcas estavam preparadas para iniciar uma ofensiva na margem leste do rio Eufrates contra milícias curdas o mais rápido possível.

Mais tarde, o ministro das Relações Exteriores, Cavusoglu, disse que a operação no norte da Síria seria adiada até que as tropas dos EUA se retirassem completamente da área. Ao mesmo tempo, o porta-voz de Erdogan disse que Ancara vai coordenar sua campanha contra o Daesh com Moscou.

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