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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Ucrânia tem potencial para criar armas nucleares, diz general ucraniano

A Ucrânia tem capacidades intelectuais, organizacionais e financeiras únicas para criar suas próprias armas nucleares, declarou ao canal Obozrevatel o general-major Pyotr Garaschuk, ex-representante da missão da Ucrânia na OTAN.


Sputnik


"Digo mais uma vez, temos todo o potencial para desenvolver e lançar [nossas] próprias armas nucleares", afirmou Garaschuk ao canal.


ICBM SS-18 "Satanás"
ICBM SS-18 "Satanás"

O general acrescentou que Kiev tem a capacidade de criar não apenas bombas atômicas, mas também ogivas nucleares para mísseis.

Garaschuk afirma que, nas condições atuais, a Ucrânia não deve ter medo de nenhuma sanção internacional em relação à criação de armas nucleares.

O Memorando de Budapeste, assinado em 5 de dezembro de 1994 pelos líderes da Ucrânia, Rússia, EUA e Grã-Bretanha, tornou-se um documento que privou Kiev de produzir armas nucleares. Depois disso, a Ucrânia aderiu ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

Segundo Igor Panin, vice-diretor do Departamento Jurídico do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, a tese da Ucrânia de que Moscou violou o Memorando de Budapeste é insustentável, uma vez que o documento não é um tratado internacional e não impõe obrigações adicionais aos países além das obrigações existentes no momento da assinatura.

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