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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Venezuela alerta os EUA contra interferência após interceptar navio da ExxonMobil

Caracas rejeitou fortemente à resposta de Washington após interceptação de um navio de exploração de petróleo da ExxonMobil pelas autoridades venezuelanas, declarou o Ministério de Relações Exteriores da Venezuela.


Sputnik

Na noite de sábado, o Ministério das Relações Exteriores da Guiana disse que a Marinha Bolivariana da Venezuela havia interceptado um navio de exploração de petróleo que operava dentro das águas territoriais do país sob a bandeira das Bahamas e em nome da corporação de petróleo e gás americana ExxonMobil. Caracas, por sua vez, insistiu que não havia um, mas dois navios de exploração de petróleo, e eles haviam cruzado ilegalmente a fronteira venezuelana.

Navios de guerra da Marinha venezuelana ancoram em Isla de Aves.
Navios da Marinha da Venezuela © AP Photo / Leslie Mazoch

O incidente ocorreu em territórios disputados que são referidos pela Venezuela como Guayana Esequiba. O local é reivindicado também pela Guiana desde o século XIX e fez aumentar as tensões e entre Caracas e Georgetown em 2015, quando a Guiana concedeu uma licença à ExxonMobil para explorar a região rica em petróleo.

O Departamento de Estado dos EUA pediu que a Venezuela "respeitasse" a soberania dos vizinhos.

"O governo da República Bolivariana da Venezuela categoricamente rejeita a declaração do Departamento de Estado dos EUA sobre as ações soberanas em 23 de dezembro pela Marinha Bolivariana para a proteção rigorosa das águas da Venezuela", disse a chancelaria venezuelana em um comunicado.


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