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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Ameaça nuclear aponta para urgência do desarmamento global, diz chefe de escritório da ONU em Genebra

O chefe da ONU em Genebra, Michael Møller, alertou na segunda-feira (21) que desafios relacionados à segurança cibernética e a existência de novos sistemas de armas e tecnologias não estão recebendo uma resposta suficiente dos países nem estão contemplados pelos atuais regimes de controle de armamentos. Em pronunciamento para as delegações presentes na Conferência sobre Desarmamento, o dirigente alertou para a ameaça elevada das armas nucleares.


ONU

Møller falou na abertura do primeiro encontro de 2019 da conferência, sediada na cidade suíça. Embora a assembleia seja o único fórum multilateral para negociações de desarmamento, o organismo está num impasse há mais de 20 anos: o último acordo de controle de armas negociado com sucesso pela conferência foi o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, de 1996.


Michael Møller, diretor-geral do Escritório das Nações Unidas em Genebra. Foto: ONU/Violaine Martin
Michael Møller, diretor-geral do Escritório das Nações Unidas em Genebra. Foto: ONU/Violaine Martin

O chefe da ONU em Genebra afirmou que as realidades de hoje criam um cenário convincente para um senso de urgência renovado na busca pelo desarmamento. Møller alertou que a ameaça nuclear permanece alta — programas nucleares continuam sendo promovidos e arsenais nucleares continuam sendo melhorados, ao mesmo tempo em que gastos militares e com segurança alcançaram níveis recordes.

O dirigente afirmou que o multilateralismo está “sob fogo no momento em que mais precisamos dele”. Na avaliação de Møller, que é secretário-geral da conferência, permanece distante o objetivo de um “diálogo significativo sobre a abordagem correta para uma série de questões envolvendo desarmamento”.

O ano de 2019 marca os 40 anos da Conferência sobre Desarmamento e foi descrito por Møller como uma ocasião para “relembrar porque estes mecanismos, com suas regulações e regras de procedimentos e códigos de conduta, foram estabelecidos”. Eles são importantes, disse o especialista, porque criam um lugar neutro para diálogos, onde posições diferentes podem ser reconhecidas.

Møller ressaltou o progresso feito em 2018 – quando, pela primeira vez em muitos anos, quatro relatórios foram adotados por consenso, abrindo espaço para novas atividades, incluindo discussões técnicas. O dirigente também disse esperar que o impulso gerado por estes desdobramentos continue nesta e nas próximas sessões da conferência.


Sobre a conferência

A Conferência sobre Desarmamento — estabelecida como o único fórum multilateral que negocia acordos de desarmamento na comunidade internacional — não é formalmente um órgão das Nações Unidas, mas se reporta anualmente ou o mais frequentemente possível à Assembleia Geral da ONU.

Atualmente, o organismo foca principalmente nas seguintes questões: suspensão da corrida por armas nucleares e desarmamento nuclear; prevenção de uma guerra nuclear e questões relacionadas; prevenção da corrida bélica no espaço; arranjos internacionais eficazes para garantir que Estados sem armas nucleares sejam contra o uso ou ameaça desses armamentos; novos tipos de armas de destruição em massa e os novos sistemas desses dispositivos, como as armas radiológicas; um programa abrangente de desarmamento e transparência em armamentos.

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