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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Analista alemão apela a posicionar mísseis americanos na Europa contra a Rússia

Apenas os EUA são capazes de combater a "ameaça nuclear russa", portanto, a Europa não deve descartar a implantação de mísseis norte-americanos em seu território, escreve o cientista político Oliver Thraenert em seu artigo para o jornal alemão Die Welt.


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Segundo o analista, a Europa é incapaz de organizar uma proteção eficaz contra as armas nucleares russas de modo independente. Por isso, é necessário um potencial militar mais poderoso, que somente os EUA podem fornecer. 


Sistema de mísseis Patriot
Patriot © AFP 2018 / KIM JAE-HWAN

Thraenert observa que, enquanto for possível, a implantação de mísseis deve ser evitada, mas, nas condições atuais essa possibilidade não pode ser completamente descartada. Ele acredita que alguns países da OTAN na Europa Oriental ficariam satisfeitos em ter mísseis norte-americanos em seu território.

O cientista político ressalta que, no futuro, a importância da defesa antimíssil para a segurança europeia aumentará em decorrência do desenvolvimento de novos tipos de armas na Rússia. Em particular, ele refere os mísseis de cruzeiro 9M729, que supostamente violam o Tratado INF e são capazes de atingir alvos distantes da OTAN.

Além disso, o analista enfatiza que um dos principais objetivos de Moscou foi alegadamente desestabilizar politicamente o Ocidente, por isso, é necessário anunciar abertamente todas as medidas militares, manter a Aliança unida, assim como ter "o controle das armas para manter a intimidação".

Na administração Trump, há partidários da implantação de mísseis norte-americanos na Europa, mas o principal obstáculo agora é o problema do financiamento, segundo Thraenert.

Ao mesmo tempo, o cientista político apela à realização de novos acordos sobre controle de armas e incluir neles também a China.

Nos últimos anos, Moscou e Washington têm se acusado regularmente de violar o Tratado INF. A Rússia declarou repetidas vezes que cumpre rigorosamente todas as obrigações dos termos do acordo. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que a Rússia tem sérios questionamentos em relação à implementação do Tratado pelos próprios norte-americanos. Segundo ele, as acusações dos EUA são infundadas, uma vez que o míssil 9M729 foi testado no alcance permitido pelo acordo.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, declarou que a Rússia tem dois meses para "retornar ao cumprimento" do Tratado INF, acrescentando que, em caso contrário, Washington se retirará do acordo.

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