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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Analista alemão apela a posicionar mísseis americanos na Europa contra a Rússia

Apenas os EUA são capazes de combater a "ameaça nuclear russa", portanto, a Europa não deve descartar a implantação de mísseis norte-americanos em seu território, escreve o cientista político Oliver Thraenert em seu artigo para o jornal alemão Die Welt.


Sputnik

Segundo o analista, a Europa é incapaz de organizar uma proteção eficaz contra as armas nucleares russas de modo independente. Por isso, é necessário um potencial militar mais poderoso, que somente os EUA podem fornecer. 


Sistema de mísseis Patriot
Patriot © AFP 2018 / KIM JAE-HWAN

Thraenert observa que, enquanto for possível, a implantação de mísseis deve ser evitada, mas, nas condições atuais essa possibilidade não pode ser completamente descartada. Ele acredita que alguns países da OTAN na Europa Oriental ficariam satisfeitos em ter mísseis norte-americanos em seu território.

O cientista político ressalta que, no futuro, a importância da defesa antimíssil para a segurança europeia aumentará em decorrência do desenvolvimento de novos tipos de armas na Rússia. Em particular, ele refere os mísseis de cruzeiro 9M729, que supostamente violam o Tratado INF e são capazes de atingir alvos distantes da OTAN.

Além disso, o analista enfatiza que um dos principais objetivos de Moscou foi alegadamente desestabilizar politicamente o Ocidente, por isso, é necessário anunciar abertamente todas as medidas militares, manter a Aliança unida, assim como ter "o controle das armas para manter a intimidação".

Na administração Trump, há partidários da implantação de mísseis norte-americanos na Europa, mas o principal obstáculo agora é o problema do financiamento, segundo Thraenert.

Ao mesmo tempo, o cientista político apela à realização de novos acordos sobre controle de armas e incluir neles também a China.

Nos últimos anos, Moscou e Washington têm se acusado regularmente de violar o Tratado INF. A Rússia declarou repetidas vezes que cumpre rigorosamente todas as obrigações dos termos do acordo. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que a Rússia tem sérios questionamentos em relação à implementação do Tratado pelos próprios norte-americanos. Segundo ele, as acusações dos EUA são infundadas, uma vez que o míssil 9M729 foi testado no alcance permitido pelo acordo.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, declarou que a Rússia tem dois meses para "retornar ao cumprimento" do Tratado INF, acrescentando que, em caso contrário, Washington se retirará do acordo.

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