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Como governo Trump esvaziou resolução da ONU contra estupro em guerras

A oposição do presidente americano, Donald Trump, à legalização do aborto levou ao esvaziamento de uma resolução das Nações Unidas contra o uso de violência sexual como arma de guerra.
BBC News Brasil

Os Estados Unidos retiraram todas as referências a "saúde sexual e reprodutiva" do texto, o que, na prática, reduz o peso da resolução. O documento havia sido submetido pela Alemanha ao Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos, China e Rússia ameaçaram vetá-lo, se fosse mantida a redação original.

O governo Trump se opôs às menções à "saúde sexual e reprodutiva" das mulheres, com o argumento de que esse termo indica apoio ao aborto. Uma versão da resolução que exclui essa frase foi aprovada por 13 votos a 0, com abstenções de Rússia e China.

O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, criticou a exclusão do trecho, dizendo que a decisão afeta a dignidade das mulheres.

"É intolerável e incompreensível que o Conselho de Segurança da ONU seja incapaz…

Analista: Israel continuará a reagir contra reforço militar do Irã

As Forças de Defesa de Israel confirmaram a mais recente operação militar contra a Síria, admitindo através de uma publicação que o país realizou ataques aéreos contra supostos alvos iranianos nas proximidades da capital síria, Damasco. Sobre isso comentou o especialista Efraim Inbar.


Sputnik

Durante uma entrevista concedida à Sputnik Internacional, o presidente do Instituto de Estudos Estratégicos de Jerusalém contou que a Força Aérea de Israel somente reage quando há ameaças comprovadas contra o país.


Forças de Defesa de Israel - FDI (imagem de arquivo)
CC BY 2.0 / cavalry scout / IDF Infantry

Perguntado sobre a possibilidade de haver um conflito em grande escala no momento, devido à saída dos EUA da Síria, o professor alega que isso não "depende muito de Israel", sendo uma decisão iraniana.

"Se eles [os iranianos] continuarem a mobilizar forças […] com a intenção clara de construir bases contra Israel, semelhante ao que fizeram no Líbano com o Hezbollah, penso que Israel continuará a reagir a este tipo de reforço militar".

Inbar ressalta que, aquilo que "aconteceu no Líbano ao longo de muitos anos, onde o Hezbollah fortaleceu sua capacidade de atacar Israel, não é um fenômeno que deva ser repetido".

"Como resultado disso, tentamos limitar o máximo possível a presença militar das forças iranianas e das milícias xiitas que estão lutando nessa parte da guerra civil. Mas a guerra civil está obviamente terminando, então eles estão agora […] lá para estabelecer bases contra Israel ao longo de sua fronteira norte."

Já em relação ao novo chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Aviv Kochavi, o professor acredita que ele será bastante ofensivo, pelo fato de ser oficial de infantaria.

"[Aviv Kochavi] disse claramente, quando foi nomeado chefe do Estado-Maior, que está tentando construir um exército que é muito eficaz em destruir os inimigos de Israel […] E desde o primeiro dia, ele continuou a implementar esta política que envia uma mensagem clara ao Irã: ‘Fiquem longe da Síria'", disse o acadêmico.

Questionado sobre o efeito de estratégias muito determinadas no eleitorado, principalmente quando se trata de operações militares, Inbar afirma que "não há divergências entre a oposição e o governo sobre o uso da força contra o Irã na Síria", portanto, isso "não será um problema na campanha eleitoral".

"O que poderia ser um problema é o uso israelense da força ou o uso insuficiente da força em relação às provocações do Hamas em Gaza. Mas o Irã é objeto de grande consenso em Israel", destaca o analista, referindo-se às futuras eleições de abril.

Para o professor, os americanos deixaram claro que foram para Síria para combater principalmente contra o grupo Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em vários outros países), e que não tomarão parte na luta contra o Irã.

"Temos outras questões importantes para discutir com os americanos. E se o presidente Trump decidir retirar [suas] forças da Síria, não nos oporemos a isso nem faremos disso um problema em nossas boas relações bilaterais com Washington", conclui.

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