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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Após 25 anos, Israel barra presença de observadores internacionais em Hebron

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se recusou a permitir que observadores internacionais continuem sua missão em Hebron, onde eles estão presentes desde o aumento das tensões entre israelenses e palestinos nos anos 1990.


Sputnik

"Não permitiremos que uma força internacional aja contra nós", declarou Netanyahu.


Manifestantes palestinos entram em confronto com soldados israelenses em Hebron, na Cisjordânia
Manifestantes palestinos em Hebron © REUTERS / Mussa Qawasma

Composta por 64 membros, a Presença Temporária Internacional em Hebron (TIPH) tem observado as condições sob as quais os palestinos vivem desde 1994, quando 29 palestinos foram mortos no massacre da Caverna dos Patriarcas.

A equipe da TIPH sempre relatou incidentes de conflito, mas não interferia.

A cidade de Hebron, na Cisjordânia, tem uma maioria palestina, mas é parcialmente controlada pelos militares israelenses, que foram colocados ali para proteger os colonos em 1997. As ações das tropas israelenses que realizam buscas na população palestina nos pontos de checagem são frequentemente criticadas.

Houve uma pressão crescente de políticos e colonos de direita para expulsar os observadores internacionais da área. O ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, acusou a TIPH de interferir no trabalho das Forças de Defesa de Israel (IDF) e criar atritos com os colonos, de acordo com o jornal Jerusalem Post.

A presença da TIPH que foi composta e financiada pela Itália, Noruega, Suécia, Suíça e Turquia e é baseada em um acordo bilateral entre Israel e a Autoridade Palestina, renovada duas vezes por ano.

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