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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Assessor de Putin: Reivindicações japonesas sobre as Curilas vão complicar negociações

As declarações do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, sobre as reivindicações de Tóquio às ilhas Curilas vão complicar significativamente as próximas negociações com o presidente russo, Vladimir Putin, disse o assessor do líder russo Yury Ushakov neste domingo.


Sputnik

"As declarações de Abe complicaram o processo de negociações, com certeza", disse Ushakov à emissora Rossiya.


O presidente russo, Vladimir Putin, com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe
Shinzo Abe e Vladimir Putin © Sputnik / Sergei Guneev

Putin e Abe devem falar sobre as negociações do tratado de paz durante a reunião de 22 de janeiro, quando o chefe do governo japonês fará uma visita de trabalho à Rússia.

No início de janeiro, Moscou e Tóquio realizaram a primeira rodada de negociações relativas à assinatura de um tratado de paz permanente, que deve finalmente marcar o fim do estado de guerra entre os dois países. Abe disse que o Japão reivindicaria a soberania sobre as Curilas, mas não tinha a intenção de deportar cidadãos russos que vivem lá se as ilhas fossem de fato cedidas a Tóquio.

Rússia e Japão não conseguiram chegar a um acordo de paz após o fim da Segunda Guerra Mundial, principalmente devido à disputa sobre as ilhas Curilas, agora governadas por Moscou, que as considera parte inalienável do território do país.

Em 1956, Moscou e Tóquio assinaram uma Declaração Conjunta que previa o restabelecimento das relações bilaterais após a guerra e estipulavam que o Japão e a União Soviética continuariam a envidar esforços para assinar um tratado de paz permanente e resolver a disputa na ilha. A União Soviética também se comprometeu a considerar a entrega de duas das quatro ilhas disputadas — Habomai e Shikotan — para o Japão.

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