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Irã ameaça romper limite de reservas de urânio; entenda o que país pode fazer se sair de acordo nuclear

Sem regulação, país pode adotar equipamentos mais modernos e rápidos e ampliar volume de enriquecimento de material que pode ser usado em armas nucleares. Acordo foi firmado em 2015 entre Irã e mais seis países, mas Trump retirou EUA em maio de 2018.
Associated Press

O Irã anunciou que irá exceder o limite de reservas de urânio determinado pelo acordo nuclear de 2015, ampliando as tensões no Oriente Médio.

O prazo de 27 de junho dado por Teerã vem antes de outra data limite, 7 de julho, para que a Europa apresente melhores termos para que o país permaneça no acordo. Se essa segunda data passar sem nenhuma ação, o presidente iraniano Hassan Rouhani diz que a república islâmica irá provavelmente retomar o alto enriquecimento de urânio.

Veja a seguir em que situação está o programa nuclear do Irã atualmente:

O acordo nuclear

O Irã fechou um acordo nuclear em 2015 com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China. O acordo, formalmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Abran…

Ataque contra comboio da ONU mata dois capacetes-azuis no Mali

Dois capacetes-azuis da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (MINUSMA) foram mortos na sexta-feira (25) após um ataque com aparato explosivo improvisado contra um comboio perto de Douentza, na região de Mopti.


ONU

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente o ataque, que matou dois capacetes-azuis do Sri Lanka e feriu outros seis.

Ambulância da ONU danificada durante ataque de 20 de janeiro à MINUSMA, que matou dez capacetes-azuis do Chade e feriu pelo menos 26. Foto: ONU/Marco Dormino
Ambulância da ONU danificada durante ataque de 20 de janeiro à MINUSMA, que matou dez capacetes-azuis do Chade e feriu pelo menos 26. Foto: ONU/Marco Dormino

Guterres expressou suas “profundas condolências ao governo do Sri Lanka e aos familiares das vítimas” e desejou rápida recuperação aos feridos.

Um capacete-azul da Burkina Faso também ficou ferido em outro ataque com explosivo improvisado contra um comboio perto da mesma área, na quinta-feira (24).

“Estes atos covardes não irão intimidar a determinação da MINUSMA de apoiar o povo e o governo do Mali em sua busca por paz e estabilidade”, segundo comunicado emitido por seu porta-voz.

No domingo anterior (20), um ataque terrorista contra o acampamento da missão em Aguelhok, na região de Kidal, matou dez capacetes-azuis do Chade.

Lembrando que ataques contra membros das forças de paz da ONU podem representar crimes de guerra sob a lei internacional, Guterres pediu para autoridades do Mali “não pouparem esforços” em identificar os autores do ataque de sexta-feira, para que sejam levados à Justiça o mais rápido possível.

Uma proliferação de grupos armados lutando contra forças do governo e seus aliados em áreas do centro e do norte do Mali, após um golpe fracassado há seis anos, tornaram a MINUSMA a missão mais perigosa para servir como capacete-azul da ONU. O governo do Mali tem buscado desde 2012 restaurar e reconstruir estabilidade, após uma série de revezes.

O agravamento da violência relatado pela ONU em partes da região de Mopti provocou amplos deslocamentos da população civil, já vulnerável por conta da falta de proteção e de serviços básicos fornecidos pelo Estado.

Uma equipe de especialistas em direitos humanos trabalhando com a MINUSMA viajou no começo de janeiro à região para investigar recentes ataques armados no assentamento de Koulogon Peul, nos quais 37 civis foram mortos e diversas casas e armazéns foram deliberadamente incendiados.

Conselho de Segurança presta homenagem aos mortos

Os membros do Conselho de Segurança manifestaram suas mais profundas condolências em comunicado divulgado na noite de sexta-feira, e enviaram pêsames aos familiares das vítimas, assim como ao Sri Lanka e à MINUSMA. Membros do Conselho também desejaram recuperação rápida e completa aos feridos e “prestaram homenagem aos membros das forças de paz que arriscam suas vidas”.

O órgão de 15 membros “pediu para o governo do Mali investigar rapidamente este ataque e levar autores à Justiça”.

O Conselho destacou que “envolvimento para planejar, dirigir, patrocinar ou conduzir ataques contra membros das forças de paz da MINUSMA constitui base para sanções designadas conforme resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

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