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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Bogotá nega conhecer planos de Bolton de enviar '5.000 soldados para a Colômbia'

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, disse que Bogotá não sabe por que o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, mencionou seu país em uma anotação sobre o possível envio de 5.000 soldados para a Colômbia em meio à crise na vizinha Venezuela.


Sputnik

"Com relação à menção da Colômbia no caderno que o senhor John Bolton tinha em mãos, o objetivo e a razão dessa anotação são desconhecidos", disse o chanceler colombiano.


Assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, segura um bloco de anotações escrito 5.000 soldados para a Colômbia, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca em Washington, EUA, 28 de janeiro de 2019
John Bolton © REUTERS / Jim Young

Carlos Holmes Trujillo disse que Bogotá mantém a posição que estabeleceu com os países membros do Grupo de Lima sobre a situação na Venezuela e "continuará a agir política e diplomaticamente para criar as condições que levarão a um processo eleitoral que restabeleça a ordem democrática e institucional nesse país ".

Ele também destacou que "a Colômbia continuará a dialogar permanentemente com os EUA sobre todas as questões de interesse comum e a cooperar com essa nação amiga, em questões bilaterais, regionais e globais".

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, foi visto na segunda-feira (28) com um caderno amarelo com as palavras "5.000 soldados na Colômbia".

Bolton pediu em 28 de janeiro que as Forças Armadas da Venezuela apoiem uma transição pacífica de poder no país caribenho. Nicolás Maduro reagiu a essa mensagem comentando que, se Bolton quer uma solução militar para a Venezuela, pode pedir um golpe de Estado abertamente.

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