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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Consulado saudita veta entrada de relatora que investiga caso Khashoggi

O consulado da Arábia Saudita em Istambul vetou nesta terça-feira a entrada da relatora sobre execuções extrajudiciais da ONU, Agnès Callamard, que investiga o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, informou a agência turca "Anadolu".


EFE

Istambul - Agnès, que ontem se reuniu em Ancara com autoridades turcas, chegou hoje a Istambul e foi até o consulado saudita, onde Khashoggi foi supostamente assassinado e esquartejado em 2 de outubro do ano passado, mas foi impedida de entrar no edifício, aparentemente por não ter pedido a tempo a permissão à diplomacia saudita.


Ao centro, a relatora sobre execuções extrajudiciais da ONU, Agnès Callamard, que investiga o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi e que foi barrada no consulado saudita em Istambul. EFE/ Arif Hudaverdi Yaman
Ao centro, a relatora sobre execuções extrajudiciais da ONU, Agnès Callamard, que investiga o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi e que foi barrada no consulado saudita em Istambul. EFE/ Arif Hudaverdi Yaman

"Avisamos tarde às autoridades sauditas sobre a investigação no consulado. É preciso dar a eles um pouco mais de tempo para que avaliem a nossa solicitação. Queremos uma permissão das autoridades para entrar", disse Agnès à imprensa nas imediações do prédio.

O porta-voz do partido governamental turco Justiça e Desenvolvimento (AKP), Ömer Çelik, criticou duramente a postura do consulado em entrevista à emissora de televisão turca "A Haber".

"É um escândalo não deixarem-na entrar. Deveríamos abrir uma investigação internacional", disse Çelik.

Durante os primeiros meses após o assassinato, o governo da Turquia insistiu que o crime deveria ser resolvido e julgado pela Justiça turca, mas depois começou a se queixar da nula cooperação das autoridades sauditas e nas últimas semanas se pronunciou abertamente a favor de uma investigação internacional.

Agnès chegou ontem a Ancara, onde se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Çavusoglu, e com o da Justiça, Abdulhamit Gül, mas não fez declarações depois.

Segundo a "Anadolu", a relatora tem a intenção de se encontrar hoje em Istambul com o procurador Irfan Fidan, que dirige a investigação turca do assassinato do jornalista.

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