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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Crise na Venezuela: o papel dos militares no momento crítico do país

Em meio à pior crise política e econômica na história recente da Venezuela, todos os olhos estão voltados para o Exército, visto como o principal vetor de poder no país - que presenciou três tentativas de golpe nos últimos 25 anos.


Daniel García Marco e Eva Ontiveros | BBC

A instituição permanecerá fiel ao governo do presidente Nicolás Maduro ou mudará de lado e apoiará o líder da oposição e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó?

Soldados venezuelanos desfilando
Em um país marcado pela instabilidade política e escassez de bens básicos, militares controlam a importação e distribuição de alimentos | AFP

Maduro diz ser o único presidente legítimo da Venezuela e rompeu relações com os Estados Unidos após a decisão do governo de Donald Trump de reconhecer Guaidó como presidente.

Mas seu futuro permanece incerto, mesmo após o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, em uma tentativa de dissipar possíveis dúvidas sobre sua lealdade, ter criticado o pedido feito por Guaidó ao Exército para que mudasse de lado.

"Os soldados do país não aceitam um presidente imposto por interesses duvidosos, nem um autoproclamado e fora da lei", disse López no Twitter.


Laços entre militares e governo se ampliaram no governo Maduro

Cerca de um terço do gabinete do presidente Maduro é ou foi do Exército.

Embora a Constituição venezuelana exija que as Forças Armadas permaneçam apolíticas, o ministro da Defesa é famoso por incluir em seus comunicados a expressão: "Chávez vive, a pátria continua. Independência e pátria socialista".

Padrino López era coronel do Exército durante o fracassado golpe de 2002, quando permaneceu fiel ao governo de Hugo Chávez (1954-2013).

Depois disso, tornou-se chefe de Defesa e, mais tarde, comandante das Forças Armadas venezuelanas - até ser nomeado ministro por Maduro em 2014, cargo que ocupa até hoje - um progresso de carreira que não é diferente do de outros membros do alto escalão militar - os mesmos oficiais cuja lealdade pode determinar quem liderará o país.


Presença militar na vida cotidiana vem crescendo

Mas qual seria o incentivo para os militares mudarem de lado?

A Constituição de 1999, promulgada por Chávez, deu poder aos militares e assegurou que desempenhem um papel político no país - um papel que hoje se estende além do tradicional domínio das áreas de defesa e segurança.

Em um país marcado por hiperinflação e escassez de produtos, oficiais do Exército foram encarregados de distribuir petróleo, arroz, café e outros alimentos básicos, bem como papel higiênico, absorventes e fraldas.

Cidadãos presos após protestos ou saques de alimentos são frequentemente julgados por tribunais militares, uma medida que foi condenada por ONGs de defesa de direitos civis.

"Os militares nunca estiveram tão presentes no dia a dia da sociedade", diz Hernan Castillo, especialista em segurança e professor de Ciência Política na Universidade Simón Bolívar, em Caracas.

Maduro intensificou ainda mais a relação entre militares e políticos. "As Forças Armadas estão mais envolvidas do que nunca no desenvolvimento nacional e na vida cotidiana", diz o ex-militar Clíver Alcalá.

Alcalá era partidário de Chávez, mas hoje é critico ao governo de Maduro. Ele diz ser inaceitável que militares sejam responsáveis por boa parte da administração e das finanças do país.

"Maduro criou uma dependência excessiva das Forças Armadas e do chefe do Exército. Ele perdeu o apoio de políticos e da sociedade civil e decidiu recorrer às Forças Armadas para permanecer no poder", diz Alcalá.

Descontentado em alta nos escalões inferiores

Mas se a liderança militar ainda está próxima ao presidente Maduro, a história é diferente nas patentes mais baixas.

A maioria destes militares teve de enfrentar a penúria econômica da Venezuela, assim como todos os cidadãos comuns no país. Ao contrário dos altos oficiais, os escalões inferiores sofreram com falta de combustível, escassez de alimentos e hiperinflação - e há um crescente descontentamento.

Nos protestos desta semana, soldados foram vistos apoiando manifestantes, não os reprimindo, e, nos últimos meses, mais de cem membros das Forças Armadas foram presos, acusados ​​de traição, rebelião, pilhagem ou deserção.

No ano passado, três oficiais do Exército acusados ​​de tramar um golpe de Estado fugiram para a Colômbia em busca de refúgio.

Até agora, as Forças Armadas venezuelanas estão ao lado de Maduro - estima-se que 16,9 mil soldados tenham sido promovidos por "lealdade", mas, segundo Alcalá, há uma crescente "incerteza dentro das Forças Armadas".

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