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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Croácia dá ultimato a Israel por compra de caças F-16 em negócio de US$ 500 milhões

A Croácia pediu a Israel nesta quinta-feira (3) que supere um raro desentendimento com os Estados Unidos e confirme a possibilidade de vender 12 caças usados ​​dos Estados Unidos.


Sputnik

O Ministério da Defesa da Croácia disse que precisava de uma resposta de Israel até 11 de janeiro — ou a encomenda de US$ 500 milhões do país balcânico por uma dúzia de aviões F-16 seria cancelada.


Caça F-16 D da Força Aérea de Israel (arquivo)
F-16 israelense © AFP 2018 / Jack Guez

Israel fez um acordo provisório para vender os caças F-16 Barak usados para a Croácia em março, aguardando aprovação dos EUA para permitir que os jatos fossem para terceiros.

O acordo teve problemas após o Departamento de Estado dos EUA sugerir que Israel precisa retirar as melhorias que foram adicionados depois que Israel recebeu os aviões de Washington há cerca de 30 anos.

Israel atualizou os jatos com sofisticados sistemas eletrônicos e de radar, o que foi crucial na decisão da Croácia de comprar aviões de Israel e não dos EUA.

"Se os aviões não estiverem de acordo com o que nós concordamos, o negócio não será realizado e teremos outra oferta de compra", disse o presidente da Croácia, Gordan Jandrokovic.

As relações entre a administração Trump e Israel são muito próximas, particularmente em questões de defesa. Mas a venda dos jatos para a Croácia parece ser uma exceção. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reuniram na terça-feira no Brasil, mas não concordaram em uma maneira de acabar com o impasse.

"Estamos esperando posições finais e claras de Israel e dos Estados Unidos sobre essa questão e então tomaremos uma decisão", disse o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic.

O ministro da Defesa croata, Damir Krsticevic, disse na quinta-feira que Israel forneceu garantias durante o processo de licitação do contrato que as autoridades dos EUA estimulariam a venda. "Você pode imaginar que não acreditamos em Israel?", disse Krsticevic.

A controvérsia sobre a oferta fez com que surgissem pedidos da renúncia do ministro da Defesa croata. O acordo é a maior aquisição militar da Croácia desde que se separou da Iugoslávia durante a guerra de 1991-95.

A Croácia, membro da OTAN, enfrenta uma mini-corrida armamentista com a Sérvia, que é aliada de Moscou e recentemente recebeu seis aviões de combate russos MiG-29.

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