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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Croácia dá ultimato a Israel por compra de caças F-16 em negócio de US$ 500 milhões

A Croácia pediu a Israel nesta quinta-feira (3) que supere um raro desentendimento com os Estados Unidos e confirme a possibilidade de vender 12 caças usados ​​dos Estados Unidos.


Sputnik

O Ministério da Defesa da Croácia disse que precisava de uma resposta de Israel até 11 de janeiro — ou a encomenda de US$ 500 milhões do país balcânico por uma dúzia de aviões F-16 seria cancelada.


Caça F-16 D da Força Aérea de Israel (arquivo)
F-16 israelense © AFP 2018 / Jack Guez

Israel fez um acordo provisório para vender os caças F-16 Barak usados para a Croácia em março, aguardando aprovação dos EUA para permitir que os jatos fossem para terceiros.

O acordo teve problemas após o Departamento de Estado dos EUA sugerir que Israel precisa retirar as melhorias que foram adicionados depois que Israel recebeu os aviões de Washington há cerca de 30 anos.

Israel atualizou os jatos com sofisticados sistemas eletrônicos e de radar, o que foi crucial na decisão da Croácia de comprar aviões de Israel e não dos EUA.

"Se os aviões não estiverem de acordo com o que nós concordamos, o negócio não será realizado e teremos outra oferta de compra", disse o presidente da Croácia, Gordan Jandrokovic.

As relações entre a administração Trump e Israel são muito próximas, particularmente em questões de defesa. Mas a venda dos jatos para a Croácia parece ser uma exceção. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reuniram na terça-feira no Brasil, mas não concordaram em uma maneira de acabar com o impasse.

"Estamos esperando posições finais e claras de Israel e dos Estados Unidos sobre essa questão e então tomaremos uma decisão", disse o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic.

O ministro da Defesa croata, Damir Krsticevic, disse na quinta-feira que Israel forneceu garantias durante o processo de licitação do contrato que as autoridades dos EUA estimulariam a venda. "Você pode imaginar que não acreditamos em Israel?", disse Krsticevic.

A controvérsia sobre a oferta fez com que surgissem pedidos da renúncia do ministro da Defesa croata. O acordo é a maior aquisição militar da Croácia desde que se separou da Iugoslávia durante a guerra de 1991-95.

A Croácia, membro da OTAN, enfrenta uma mini-corrida armamentista com a Sérvia, que é aliada de Moscou e recentemente recebeu seis aviões de combate russos MiG-29.

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