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Como governo Trump esvaziou resolução da ONU contra estupro em guerras

A oposição do presidente americano, Donald Trump, à legalização do aborto levou ao esvaziamento de uma resolução das Nações Unidas contra o uso de violência sexual como arma de guerra.
BBC News Brasil

Os Estados Unidos retiraram todas as referências a "saúde sexual e reprodutiva" do texto, o que, na prática, reduz o peso da resolução. O documento havia sido submetido pela Alemanha ao Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos, China e Rússia ameaçaram vetá-lo, se fosse mantida a redação original.

O governo Trump se opôs às menções à "saúde sexual e reprodutiva" das mulheres, com o argumento de que esse termo indica apoio ao aborto. Uma versão da resolução que exclui essa frase foi aprovada por 13 votos a 0, com abstenções de Rússia e China.

O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, criticou a exclusão do trecho, dizendo que a decisão afeta a dignidade das mulheres.

"É intolerável e incompreensível que o Conselho de Segurança da ONU seja incapaz…

Donald Trump promete desenvolver arsenal de mísseis dos EUA 'contra ameaças' externas

Presidente dos EUA anunciou que vai incrementar arsenal militar e sistemas antimísseis. Segundo ele, os adversários estão 'desenvolvendo rapidamente' o poderio balístico.


Por G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu investir em um sistema de defesa espacial contra o que chamou de "ameaça de adversários externos". Em pronunciamento no Pentágono, em Washington, nesta quinta-feira (17), o republicano afirmou que o escudo vai "detectar e destruir" mísseis disparados contra o território norte-americano.

Donald Trump anuncia promessas para sistema de mísseis dos EUA — Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Donald Trump anuncia promessas para sistema de mísseis dos EUA — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

"Nós vamos reconhecer que o espaço é um novo campo de batalha com a Força Espacial guiando o caminho", afirmou Trump.

O sistema lembra a Iniciativa de Defesa Estratégica desenvolvido pelo ex-presidente Ronald Reagan nos anos 1980 – uma das referências de Trump. Esse escudo planejado durante a Guerra Fria ganhou o apelido de "Guerra nas Estrelas".

Meses atrás, Trump anunciou a criação de uma força militar exclusiva para o espaço, que funcionaria paralelamente ao Exército, à Marinha e à Força Aérea. Parte da equipe de Defesa do governo, porém, é contra.

Seis medidas para a defesa

O incremento na defesa espacial está entre as seis medidas anunciadas por Trump no discurso desta quinta-feira. São elas:

  1. Priorizar a defesa de todo o território norte-americano "acima de tudo"
  2. Investir em novas tecnologias, não só nas já existentes;
  3. Proteger a população dos EUA contra "ataques de mísseis";
  4. Reconhecer que o espaço é um campo de batalha;
  5. Remover obstáculos burocráticos para a aquisição das novas tecnologias;
  6. Equilibrar a repartição de encargos militares com aliados.

Ameaças externas

A justificativa de Trump para o investimento nos sistemas de mísseis e de baterias antiaéreas – não só na Força Espacial – está na "ampliação da capacidade dos arsenais" dos países inimigos dos Estados Unidos.

"Eles [adversários] progrediram mais do que nós nos últimos anos", disse Trump.

O norte-americano citou o Irã, país inimigo dos Estados Unidos desde o fim da década de 1970. Segundo ele, o poderio militar norte-americano deve voltar a se reerguer em um ritmo mais veloz do que o de adversários. "Não devemos apenas acompanhar o ritmo dos outros países, mas ultrapassá-los", disse o presidente.

"Nós somos bons jogadores, mas podemos ser bem piores do que qualquer um se precisarmos. Quanto mais forte [o arsenal militar], menos precisaremos dele", afirmou Trump.


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