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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Embaixador da Rússia na ONU: EUA tentam fazer golpe de Estado na Venezuela

O embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, declarou que os EUA estão realizando uma tentativa de golpe de Estado na Venezuela e que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve considerar a questão da ameaça a Caracas.


Sputnik

O Conselho de Segurança da ONU votou neste sábado (26) a proposta de discutir a situação na Venezuela a pedido dos EUA, reportou um correspondente da Sputnik. Nove países votaram a favor, quatro contra e dois países se abstiveram.


Sessão do Conselho de Segurança da ONU
Conselho de Segurança da ONU © REUTERS / Mike Segar

Nebenzia ressaltou que a Rússia não pode apoiar a tentativa dos EUA de discutir os assuntos da Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, uma vez que a Venezuela não representa qualquer ameaça para o mundo.

O embaixador russo ressaltou que as ações dos EUA na Venezuela são imorais e constituem uma violação de todas as normas do direito internacional, acrescentando que a situação interna na Venezuela não é um assunto a ser discutido no Conselho de Segurança da ONU.

Nebenzia lamenta que Washington esteja arrastando o Conselho de Segurança da ONU para "seus jogos sujos".

Por sua vez, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, apelou aos países a reconhecerem o governo da Venezuela do autoproclamado "presidente interino", Juan Guaidó.

Além disso, Pompeo acusou a Rússia e a China de falta de democracia na Venezuela por causa do seu apoio ao regime de Nicolás Maduro.

"Está na hora de apoiar o povo da Venezuela, reconhecer o novo governo democrático liderado pelo presidente Guaidó e acabar com este pesadelo", disse Pompeo durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela.

Pompeo também acusou Cuba de agravar a situação na Venezuela.

"Agora temos um novo líder, [Juan] Guaidó, na Venezuela, que prometeu trazer as eleições e a ordem constitucional de volta à Venezuela e a segurança de volta à região. Não podemos adiar essa discussão crítica, que tem a atenção do mundo. Para o bem da Venezuela e da região, devemos apoiar o povo venezuelano e fazer isso de imediato", disse.

Washington e seus parceiros estão agravando artificialmente a situação na Venezuela, estimulando os ânimos mais radicais, é hora de acabar com isso, disse no sábado (26) o representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, comentando o ultimato apresentado pelo Ocidente algumas horas antes sobre as eleições neste país.

O Comité de Direitos Humanos da ONU divulgou que ao menos 20 pessoas morreram durante os protestos na Venezuela, acrescentando que as mortes deveriam ser objeto de uma investigação imparcial.

Em 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante os protestos contra Maduro realizados nas ruas de Caracas. Por sua vez, o atual líder venezuelano, Nicolás Maduro, afirma ser o chefe de Estado constitucional e chamou Guaidó de "marionete dos EUA".

Até o momento, os EUA, Brasil, Canadá, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Geórgia, Albânia e vários outros países reconheceram Guaidó como o presidente interino da Venezuela. A Grã-Bretanha, Alemanha, França e Espanha anunciaram sua intenção de reconhecê-lo, caso não sejam anunciadas novas eleições dentro de oito dias na Venezuela. A Rússia segue apoiando Nicolás Maduro como o legítimo presidente venezuelano.

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