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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Equador se posiciona contra qualquer tipo de intervenção militar na Venezuela

O Equador se posicionou contra qualquer opção que envolva uma intervenção militar na Venezuela e considera que, caso isso aconteça, haveria um impacto negativo e não contribuiria para uma solução da crise, disse nesta quinta-feira o chanceler equatoriano, José Valencia.


EFE

Davos (Suíça) - "Devemos dar aos venezuelanos a opção de decidirem, de serem atores do seu futuro através de caminhos democráticos", declarou Valencia ao discursar em uma sessão do Fórum Econômico Mundial dedicada a analisar a situação na Venezuela.


EFE/ Miguel Gutiérrez
EFE/ Miguel Gutiérrez

Além disso, o chanceler avaliou que para que a situação avance pelo caminho adequado é indispensável estabelecer canais de diálogo "entre todos os atores" destes eventos, incluindo os militares e o setor político que apoia o presidente Nicolás Maduro.

O chefe da diplomacia equatoriana considerou que neste processo também será essencial "identificar um grupo de países que possa facilitar esse diálogo", como foi feito no passado com o Grupo de Contadora na América Central.

"Não será fácil, mas é preciso tentar", comentou.

Na mesma sessão, o ex-ministro de Comércio da Venezuela e atualmente acadêmico nos Estados Unidos, Moisés Naim, considerou que as próximas horas são cruciais diante do ultimato que Maduro fez aos diplomatas americanos para que saiam do país.

Washington respondeu afirmando que manterá sua equipe diplomática na Venezuela.

Naim disse que dentro do complexo diplomático dos EUA em Caracas há um contingente de militares e se perguntou - de maneira hipotética - o que aconteceria se as Forças Armadas da Venezuela decidirem atacar o recinto.

O presidente do Equador, Lenín Moreno, já reconheceu ontem o líder da Assembleia Nacional da Venezuela (Parlamento), Juan Guaidó, como presidente interino do país e lhe transmitiu o seu desejo de que convoque eleições o mais rápido possível.

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