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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Equipe dos EUA visitará Turquia e 'expressará preocupações específicas' sobre S-400 russo

Washington tem pressionado Ancara a abandonar a compra de sistemas de defesa aérea russa S-400 por meses, prometendo vender o sistema de mísseis Patriot e ameaçando bloquear a entrega dos jatos de caça de quinta geração F-35 se a Turquia avançar com o acordo com a Rússia.


Sputnik

A equipe técnica dos EUA que está sendo despachada para a Turquia chegará ao país em 15 de janeiro para dois dias de negociações, informou o Hurriyet.


Complexos S-400 Triumph lançam mísseis durante treinamentos da Força Aeroespacial da Rússia
S-400 Triumph © Sputnik / Ruslan Krivobok

De acordo com o jornal, a equipe dos EUA "expressará preocupações específicas" a seus colegas turcos, particularmente no que diz respeito à "segurança de voo dos aviões F-35".

Ancara diz permanecendo intacto o plano de comprar quatro conjuntos S-400 russos no valor de US$ 2,5. Na semana passada porém, o chefe da Indústria de Defesa da Turquia, Ismail Demir, disse que gostaria de receber autoridades dos EUA que explicassem precisamente que riscos a S-400 poderia representar para o F-35.

"Temos ouvido constantemente sobre os potenciais danos e problemas sobre a qualificação de caça furtiva dos F-35 no caso de sua implantação em local próximo ao S-400. Nunca tivemos uma equipe nos visitando para esclarecer que riscos técnicos são esses. Nós lhes dissemos várias vezes para vir e explicar todas as suas preocupações, se eles acham que são sérias", disse Demir.

Os EUA passaram meses fazendo lobby para que a Turquia abandonasse o acordo de compra dos S-400 com a Rússia. No mês passado, o Departamento de Estado aprovou a venda de US$ 3,5 bilhões em sistemas de mísseis Patriot para o país. Ancara respondeu dizendo que consideraria os Patriots, mas que isso não afetaria o contrato dos S-400. Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, reiterou que seria "impossível" considerar os Patriots se isso significasse abandonar o acordo S-400.

Autoridades dos EUA caracterizaram a possível implantação de S-400s em áreas onde os F-35s estão programados para operar como uma "ameaça", presumivelmente porque o sistema permitiria que a Turquia testasse quão formidáveis ​​são os sistemas furtivos do F-35 quando comparados com o sistema de defesa aérea russo.

Moscou e Ancara assinaram um contrato de US$ 2,5 bilhões em quatro conjuntos de batalhão de S-400 em dezembro de 2017. O primeiro dos sistemas deve ser entregue ainda este ano. Projetado para deter aeronaves inimigas, drones, mísseis balísticos e de cruzeiro, o S-400 é o mais avançado sistema de defesa aérea móvel do arsenal de Moscou, e é usado pela Rússia, Bielorrússia e China. No final do ano passado, Moscou e Nova Delhi assinaram um contrato de US$ 5 bilhões por dez grupos de batalhão S-400 para a Índia.

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