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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Especialista: conceito de defesa antimísseis de Trump agravará relações com Rússia e China

Segundo a Associação de Controle de Armas americana (ACA), o novo relatório referente à política dos EUA sobre a defesa antimísseis complicará as relações com a Rússia e a China, o que irá ameaçar a estabilidade estratégica.


Sputnik

O relatório foi tornado público na quinta-feira (17) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e apresenta uma estratégia atualizada para o desenvolvimento do sistema nacional de defesa antimísseis.


Teste de mísseis THAAD (foto de arquivo)
CC BY 2.0 / Agência de Defesa contra Mísseis dos EUA / THAAD

"O tão esperado relatório sobre a defesa antimísseis da administração Trump divulgado hoje propõe uma expansão significativa e dispendiosa do papel e do âmbito da defesa antimísseis dos EUA, o que provavelmente reforçará as preocupações da Rússia e da China quanto à ameaça às suas forças estratégicas de dissuasão nuclear, minará a estabilidade estratégica e complicará ainda mais as perspectivas de novas reduções nas armas nucleares", escreveu um dos líderes da associação, Kingston Reif.

O documento analisa as ameaças existentes e futuras e estabelece as principais direções para o desenvolvimento do sistema, de acordo com as estratégias atuais dos EUA nos setores das forças nucleares e de defesa.

"O novo plano pode aumentar significativamente as preocupações da Rússia e da China sobre a ameaça que o sistema de defesa antimísseis dos EUA representa para o seu potencial de retaliação nuclear", diz o artigo do especialista no site da organização.

Trump, em seu discurso, afirmou que os EUA estão prontos para interceptar "os lançamentos de mísseis de potências hostis, independentemente do tipo de míssil ou origem geográfica". Para o autor, em vez de "gastar bilhões em uma expansão potencialmente perigosa do sistema de defesa antimísseis", as autoridades dos EUA devem se concentrar em eliminar os sistemas existentes e melhorar as capacidades de detectar e rastrear mísseis.

Estudos anteriores já haviam mostrado que os interceptadores baseados no espaço são "inacessíveis, inoperantes e extremamente desestabilizadores" para o sistema de segurança mundial, recorda o especialista.

"Os Estados Unidos devem se engajar em um amplo diálogo com Rússia e China em questões de estabilidade estratégica, incluindo a defesa antimísseis, e abandonar passos extremamente desestabilizadores, como colocar interceptadores no espaço e testar o [antimíssil] SM-3 Block IIA contra mísseis balísticos intercontinentais", conclui Reif.

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