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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Especialista político: futuro da Venezuela está nas mãos dos militares

O líder da oposição Juan Guaidó afirmou ter realizado "reuniões confidenciais" com o Exército venezuelano em busca de apoio. Segundo assegura o especialista russo, devemos encarar tais declarações com muito cuidado, acrescentado que a situação atual depende principalmente das Forças Armadas.


Sputnik

Ontem, Juan Guaidó escreveu em um artigo publicado no jornal The New York Times que "teve reuniões clandestinas com membros das Forças Armadas e das forças de segurança", destacando que "a retirada do apoio militar a Maduro é crucial para permitir uma mudança no governo […]"


Militares das Forças Armadas da Venezuela
Tropas russas © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins

Nessa conexão, o especialista russo da Escola Superior de Economia, Andrei Suzdaltsev, expressou a opinião, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, de que atualmente a situação na Venezuela depende principalmente das Forças Armadas.

"Para mim, é difícil acreditar que a oposição se encontre com os serviços de inteligência de [Nicolás] Maduro. Tais contatos não podem ocorrer e o mesmo acontece com o exército. Devemos encarar tais declarações com muito cuidado", destacou.

"Vejam: quais foram os resultados dessa reunião? Se encontraram e pronto? Se tivesse havido reuniões, teria havido resultados. Claro que neste caso teriam informado. Por isso, tais declarações são apenas pressão sobre o governo", indicou.

"Enquanto o bloco militar e das forças de segurança apoiar Maduro, ele permanecerá inabalável, mas não se sabe quanto tempo isso pode continuar. Então, agora o futuro do regime está nas mãos dos militares", concluiu.

A crise política venezuelana se agravou no dia 23 de janeiro, depois que o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autodeclarou presidente interino do país durante um ato realizado nas ruas de Caracas.

A Rússia, China, Irã e Turquia reafirmaram seu apoio ao atual governo venezuelano de Maduro, enquanto vários países latino-americanos, alinhados com os EUA e UE, ignoraram o atual presidente eleito, expressando seu apoio a Guaidó. O México e o Uruguai, no entanto, oferecem assistência para mediar uma solução política para a crise.

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