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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Especialista político: futuro da Venezuela está nas mãos dos militares

O líder da oposição Juan Guaidó afirmou ter realizado "reuniões confidenciais" com o Exército venezuelano em busca de apoio. Segundo assegura o especialista russo, devemos encarar tais declarações com muito cuidado, acrescentado que a situação atual depende principalmente das Forças Armadas.


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Ontem, Juan Guaidó escreveu em um artigo publicado no jornal The New York Times que "teve reuniões clandestinas com membros das Forças Armadas e das forças de segurança", destacando que "a retirada do apoio militar a Maduro é crucial para permitir uma mudança no governo […]"


Militares das Forças Armadas da Venezuela
Tropas russas © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins

Nessa conexão, o especialista russo da Escola Superior de Economia, Andrei Suzdaltsev, expressou a opinião, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, de que atualmente a situação na Venezuela depende principalmente das Forças Armadas.

"Para mim, é difícil acreditar que a oposição se encontre com os serviços de inteligência de [Nicolás] Maduro. Tais contatos não podem ocorrer e o mesmo acontece com o exército. Devemos encarar tais declarações com muito cuidado", destacou.

"Vejam: quais foram os resultados dessa reunião? Se encontraram e pronto? Se tivesse havido reuniões, teria havido resultados. Claro que neste caso teriam informado. Por isso, tais declarações são apenas pressão sobre o governo", indicou.

"Enquanto o bloco militar e das forças de segurança apoiar Maduro, ele permanecerá inabalável, mas não se sabe quanto tempo isso pode continuar. Então, agora o futuro do regime está nas mãos dos militares", concluiu.

A crise política venezuelana se agravou no dia 23 de janeiro, depois que o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autodeclarou presidente interino do país durante um ato realizado nas ruas de Caracas.

A Rússia, China, Irã e Turquia reafirmaram seu apoio ao atual governo venezuelano de Maduro, enquanto vários países latino-americanos, alinhados com os EUA e UE, ignoraram o atual presidente eleito, expressando seu apoio a Guaidó. O México e o Uruguai, no entanto, oferecem assistência para mediar uma solução política para a crise.

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