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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

'Esta não é uma luta dos EUA': forças americanas precisam deixar a Síria, diz repórter

Apesar do argumento de que as forças dos EUA devem continuar na Síria, usando a morte de quatro americanos em Manbij como justificativa para a permanência, Washington ainda deve trabalhar para retirar seus militares da região, opina o repórter investigativo Rick Sterling à Sputnik.


Sputnik

A morte de quatro norte-americanos, confirmada na quarta-feira (16) pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), ocorreu durante um ataque suicida quando estavam "conduzindo uma missão local". Esse acidente ocorreu semanas após a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que os militantes do Daesh teriam sido derrotados e sobre a saída de quase 2 mil militares americanos do país árabe.


Militar norte-americano na cidade de Manbij, Síria
Tropa dos EUA na Síria © AP Photo/ Hussein Malla

"Nos últimos dias, tenho visto uma verdadeira escalada na intensidade dos ataques e nas críticas às forças dos EUA que estão se retirando da Síria", disse o repórter à Sputnik, adicionando que "a melhor coisa seria que os EUA saíssem [da Síria]. Esta é antes de tudo uma luta das pessoas que vivem lá."

"Na realidade, esta não é uma luta dos EUA, e as metas e motivações dos EUA não são do interesse das pessoas de lá [da Síria]; tem mais a ver com as manobras geopolíticas dos EUA", ressaltou.

As imagens compartilhadas nas mídias sociais da explosão em Manbij mostram a devastação causada pelo ataque, onde, além dos quatro americanos, também morreram vários moradores que estavam nas proximidades no momento do incidente.

Após os relatos do ataque, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, confirmou a posição e os comentários de Trump de que Washington "esmagou o califado [Daesh] e destruiu as suas capacidades".

Antes dos eventos em Manbij, apenas dois soldados dos EUA haviam sido mortos em combate na Síria desde que as forças chegaram ao país em 2014, informou a CNN.

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