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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

'Esta não é uma luta dos EUA': forças americanas precisam deixar a Síria, diz repórter

Apesar do argumento de que as forças dos EUA devem continuar na Síria, usando a morte de quatro americanos em Manbij como justificativa para a permanência, Washington ainda deve trabalhar para retirar seus militares da região, opina o repórter investigativo Rick Sterling à Sputnik.


Sputnik

A morte de quatro norte-americanos, confirmada na quarta-feira (16) pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), ocorreu durante um ataque suicida quando estavam "conduzindo uma missão local". Esse acidente ocorreu semanas após a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que os militantes do Daesh teriam sido derrotados e sobre a saída de quase 2 mil militares americanos do país árabe.


Militar norte-americano na cidade de Manbij, Síria
Tropa dos EUA na Síria © AP Photo/ Hussein Malla

"Nos últimos dias, tenho visto uma verdadeira escalada na intensidade dos ataques e nas críticas às forças dos EUA que estão se retirando da Síria", disse o repórter à Sputnik, adicionando que "a melhor coisa seria que os EUA saíssem [da Síria]. Esta é antes de tudo uma luta das pessoas que vivem lá."

"Na realidade, esta não é uma luta dos EUA, e as metas e motivações dos EUA não são do interesse das pessoas de lá [da Síria]; tem mais a ver com as manobras geopolíticas dos EUA", ressaltou.

As imagens compartilhadas nas mídias sociais da explosão em Manbij mostram a devastação causada pelo ataque, onde, além dos quatro americanos, também morreram vários moradores que estavam nas proximidades no momento do incidente.

Após os relatos do ataque, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, confirmou a posição e os comentários de Trump de que Washington "esmagou o califado [Daesh] e destruiu as suas capacidades".

Antes dos eventos em Manbij, apenas dois soldados dos EUA haviam sido mortos em combate na Síria desde que as forças chegaram ao país em 2014, informou a CNN.

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